Namastê: festival combina ioga e shows de rock

LAGO TAHOE, Califórnia - Aqui, sob um céu estrelado na noite de sexta-feira, em um palco debaixo de um teleférico de esqui, Sharon Jones, vocalista da banda de funk e soul Dap-Kings, estava quase pronta para seu show. O que eu preciso fazer agora, ela disse à plateia, é relaxar meu corpo, deixar o sangue fluir.

The New York Times |

Ela veio ao lugar certo. Na tarde seguinte, o mesmo palco foi ocupado por Shiva Rea, professora de yoga powerhouse. Acompanhado por uma banda ao vivo, ela conduziu uma classe de posturas fluídas, encorajando muitas das mesmas pessoas que tinham dançado junto com Jones a abrirem o centro de seu coração com uma respiração profunda.


Festival reuniu praticantes de ioga e shows de rock / NYT

A plateia de corpo flexível se reuniu aqui para o Wanderlust, um novo festival que mistura rock indie e ioga. De sexta-feira a domingo, os visitantes puderam estudar auto-massagem e meditação durante as manhãs e assistir shows de bandas como Broken Social Scene, Girl Talk e Spoon à noite.

O lugar (as verdes colinas do Vale Squaw, uma estância de esqui, geralmente vazia durante o verão) foi um cenário quase surrealmente bonito e natural. Todos os shows e muitas aulas de ioga aconteceram ao ar livre.

O palco principal para os shows foi montado montanha acima, a 8.200 pés, one só é possível chegar de teleférico. Quando não praticavam posturas vinyasa ou cantavam junto com Gillian Welch, os frequentadores do festival em trajes de lycra podiam comprar roupas recicladas ou comer melão orgânico em uma feira da aldeia.


Palco dos shows foi montado no topo da montanha / NTY

"Nós queremos que as pessoas saiam daqui se sentindo melhor do que quando eles chegaram, transformadas de alguma maneira positiva", disse Jeff Krasno, executivo de música que criou o festival juntamente com sua mulher, Schuyler Grant, professora de ioga.

Ela disse que sua visão foi "incorporar a exuberância e a alegria e a diversão de um festival de música, com a mais profunda experiência de um retiro de ioga", acrescentando: "Passar por uma experiência bastante hedonística de três noites nas quais você irá provavelmente beber e talvez fumar maconha,  além de dançar a noite toda, e depois fazer ioga e caminhar saindo de lá se sentindo bem, como isso é legal".

O casal que vive em Williamsburg, Brooklyn, programou o festival a seu gosto. Isso significa que evitaram conscientemente atos espirituais e favorecerem pilares indie como Andrew Bird e Jenny Lewis. No lado da ioga, eles convidaram professores que  Grant chamou "estrelas", como Rea, da Califórnia, e John Friend, do Texas, que viajam regularmente. Eles pagaram o preço por suas escolhas, mas conseguiram atrair participantes com elas.

Krasno, 38, e Grant, 39, também queriam que Wanderlust fosse uma forma de capitalizar de movimentos que começaram como subculturas e hoje se tornaram famosos, da ioga ao indie e o ambientalismo. "Equilíbrio" foi o mantra do fim de semana.


"Equilíbrio" foi o mantra do fim de semana na Califórnia / NYT

Parece ter funcionado: mais de 4 mil pessoas compareceram, disse Krasno, a maioria do sudoeset dos EUA e da Califórnia, pagando entre US$ 25 e US$ 165 por ingressos para shows e aulas de ioga. Cerca de 1.500 dos participantes compraram entradas de US$ 170 que permitia o uso de ambos.

Embora não tenha sido o suficiente para empatar, Krasno disse que seus sócios, que incluem companhias por trás de festivais estabelecidos como Bonnaroo, no Tennessee, e Austin City Limits, no Texas, já consideram o Wanderlust viável para o próximo ano, em mais três eventos no topo de montanhas. 

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