Nações planejam medida global contra a crise financeira

WASHINGTON - Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha parecem ter adotado planos de ação similares diante do caos financeiro que atinge o mundo, um dia antes do início de um encontro crucial entre líderes financeiros mundiais em Washington, que a Casa Branca espera que resultará numa resposta mais coordenada à crise.

The New York Times |

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Os planos britânico e americano, ainda que longe de idênticos, têm dois elementos em comum: a injeção de dinheiro do governo nos bancos em troca de ações de propriedade e a garantia governamental de restituição de vários tipos de empréstimos entre instituições financeiras.

Ambos estarão no centro das atenções no sábado, quando o presidente Bush se encontrará com os ministros das finanças dos países mais ricos do mundo numa reunião incomum na Casa Branca para uma troca de idéias.

Acrescentando urgência à situação, o mercado de ações japonês caiu mais de 10,6% na manhã desta sexta-feira, depois de ter caído 9% na quarta-feira.

Com os mercados de crédito ainda congelados e os mercados de ações de todo o mundo paralisados, há um crescente consenso de que a crise é tão rápida e prejudicial à economia global que precisará de uma medida coordenada mundialmente sem precedentes.

O primeiro-ministro Gordon Brown da Grã-Bretanha levantou a questão, em carta ao presidente Nicolas Sarkozy da França, de uma outra opção favorecida pelos economistas (garantir empréstimos entre bancos a curto e médio prazo) para impulsionar os empréstimos bancários.

A Casa Branca confirmou que o Departamento do Tesouro considera assumir a propriedade de bancos como parte de seu pacote de resgate de US$700 bilhões. Mas as autoridades dizem que a idéia foi menos discutida do que o plano de comprar investimentos ruins destes bancos através de "leilões reversos".

O objetivo, segundo autoridades do Tesouro, é um plano que seja amplamente disponibilizado para todos os bancos, ao invés de um através de pacotes de resgate específicos negociados caso a caso. A injeção direta de dinheiro aconteceria para bancos razoavelmente saudáveis. Caso um banco esteja perto da falência e precise ser resgatado ou fechado, a Seguradora de Depósitos Federal lidaria com isso através de seus próprios procedimentos.

A proposta do Tesouro de recapitalizar redes bancárias diante da continua oscilação dos mercados de ações e da queda dos valores de financiamento promovidos por estes bancos, dificultou que os bancos consigam conquistar novos capitais dos investidores.

Não se sabe se outros países aceitarão a necessidade de recapitalizar completamente os bancos. Mesmo se o façam, os planos britânico e americano podem não servir de exemplo.

"Nós temos muitas pessoas lidando com a questão de formas diferentes", disse McCormick, responsável do Tesouro pela organização do encontro dos ministros das finanças. "Está claro que isso não irá funcionar".

Por MARK LANDLER e EDMUND L. ANDREWS

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