Nações industrializadas não chegam a nenhum acordo em reunião na Inglaterra

HORSHAM - Duas semanas antes que o presidente Barack Obama e os líderes de 19 outras nações industrializadas se encontrem para confrontar a contração a economia global, oficiais financeiros de alto escalão se reuniram aqui, no sábado, comprometidos a fazer o necessário para reavivar a demanda do consumidor e regulamentar os mercados globais. Ainda assim, eles pareceram divergir a respeito das ações que são necessárias.

The New York Times |

No final de uma longa reunião em um luxuoso resort fora de Londres, o chamado Grupo das 20 nações, que juntas somam 85% da economia mundial, não conseguiu oferecer especificações do tamanho ou da agenda do estímulo econômico coordenado e alguns dos principais participantes, como Alemanha e França, permanecem profundamente relutantes em aumentar sua dívida nacional.

Eles concordaram no sábado em comprometer mais dinheiro para ajudar os países em desenvolvimento e mercados emergentes do leste europeu, onde a crise gerou protestos de rua. Eles também prometeram aumentar os esforços para reavivar os empréstimos bancários e regulamentar os fundos de ações.

Mas o compromisso vago significa que estará nas mãos de Obama (e dos líderes da China, Rússia e nações europeias, entre outras) convencer os mercados de que há uma estratégia conjunta para seu encontro em Londres no dia 2 de abril.

Obama tentou dispersar os relatos de que os europeus e os Estados Unidos têm prioridades e agendas diferentes.

"Este é um debate falso que eu acredito que evoluiu nos últimos dias nos jornais", ele disse, argumentando que está comprometido a ampliar as regulamentações que a Europa e a China dizem ser necessárias para prevenir os excessos dos mercados que contribuíram para a crise. Mas, ele acrescentou, "também achamos que precisamos ver ação em todo o mundo para garantir que a enorme contração na demanda seja resolvida".

Ele também deu sinais de que pretende lidar com a crescente preocupação referente à segurança nacional gerada pela crise, dizendo que quer se concentrar em garantir que os mercados emergentes tenham acesso ao crédito. Para os países mais pobres, ele disse que o foco está em "descobrir como podemos garantir que seu suprimento alimentar seja adequado".

Mas o fato dos ministros financeiros do G20 não terem anunciado nenhum detalhe deixou a impressão de que por trás de promessas de cooperação permanece uma rixa transatlântica a respeito da intervenção governamental dever enfatizar mais regulamentações ou os gastos do estímulo.

Os Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha colocaram ênfase sobre o estímulo governamental, com a esperança de reavivar a demanda do consumidor. As nações europeias, no entanto, temem tal gasto deficitário e pressionam por maior regulamentação e controle para evitar uma deterioração ainda maior da economia global.

Por LANDON THOMAS Jr. e JULIA WERDIGIER

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