Nações estrangeiras oferecem apoio, mas não financiamento, ao pacote de resgate financeiro

WASHINGTON - Os Estados Unidos, tendo ampliado sua proposta de resgate financeiro aos bancos estrangeiros, não encontraram outros países dispostos a contribuir com este importante pacote.

The New York Times |

O Departamento do Tesouro ainda espera gerar uma iniciativa mundial para equilibrar os extratos bancários, mas a Europa e o Japão deram sinais de que não estão prontos para contribuir financeiramente como se propôs nos Estados Unidos.

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry M. Paulson Jr., continua a solicitar o apoio dos governos estrangeiros. Seu departamento planeja incentivá-los ao dar preferência a bancos de países que mostram disposição em contribuir com os esforços americanos, afirmou uma autoridade administrativa na segunda-feira.

Uma vez que o colapso imobiliário teve início nos EUA e que a maioria das dívidas é mantida por bancos americanos, os especialistas dizem que não está claro se os Estados Unidos têm como pressionar outros países a colaborar.

"Na Europa, acredita-se que esse seja um problema criado pelos Estados Unidos e que deve ser solucionado nos Estados Unidos", disse Charles H. Dallara, diretor geral do Instituto Internacional de Finança, um grupo de mais de 300 bancos globais.

Diversos bancos se preocupam com a limitação da disponibilidade de venda de empréstimos imobiliários do Tesouro a bancos cuja sede é nos Estados Unidos, de acordo com um rascunho do plano de resgate. O plano foi modificado um dia depois para incluir bancos estrangeiros com operações significativas no país.

A mudança não refletiu a pressão de lobistas, afirmam as autoridades, mas o julgamento de Paulson de que ajudar todos os bancos em contato com clientes americanos será melhor para estabilizar os mercados financeiros.

No entanto, isso não ajudou a obter apoio europeu ao projeto de resgate, um dia depois que ministros de finanças e banqueiros centrais do grupo dos sete países industrializados debateram a questão numa teleconferência.

Ainda que o grupo tenha se comprometido numa declaração a "melhorar a cooperação internacional", afirmou também que os países são livres para seguir seu próprio caminho na resposta à crise. "Nenhum dos outros membros do G-7 irá adotar programas similares ao dos Estados Unidos", afirmou o ministro das finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck.

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha por se oporem às tentativas de seu país em inserir maior regulamentação, ou pelo menos fiscalização, no setor financeiro na agenda do ano passado, quando ela liderou o G-7.

- MARK LANDLER e CARTER DOUGHERTY

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