Na reta final, candidatos travam guerra em comerciais de TV

NORFOLK, Virgínia - Os comitês de campanha dos senadores Barack Obama e John McCain adotaram um tom agressivo nas últimas propagandas eleitorais que veiculam na televisão, falando sobre a saúde pública e os impostos, terrorismo e o preparo político, em busca de angariar os votos dos últimos eleitores indecisos que comparecerão às urnas na terça-feira.

The New York Times |

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McCain e o partido republicano estão encerrando sua campanha publicitária com uma intensa onda de comerciais que usam imagens de tanques, extremistas islâmicos e, literalmente, mares revoltos para retratar Obama como uma escolha arriscada em um momento perigoso.

Numa tentativa de conquistar os votos das "mães em busca de segurança" que assistem programas como "The View" e "Oprah", um dos comerciais da campanha de McCain mais visto nas últimas semanas mostra comentários recentes do senador Joe Biden alertando que uma "crise internacional" irá "testar a habilidade deste cara" (Obama).

Os comerciais fazem parte de uma guerra de propaganda entre McCain, que redirecionou seus recursos para partes vitais de Estados críticos como este, escolhendo alguns locais para confrontar os ataques, e Obama cujo empreendimento maciço não tem precedentes na história política e diminui o republicano na maioria dos lugares.

Disputa de recursos

McCain teve ajuda recente de uma unidade de propaganda independente do Comitê Nacional Republicano, que embarcou numa campanha de US$26 milhões nas últimas semanas de disputa eleitoral, incluindo esforços para fortalecer McCain em Estado republicanos confiáveis como West Virginia e Montana.

Com recursos aparentemente ilimitados, Obama terminará sua campanha publicitária com uma gama de comerciais que visam principalmente a temática econômica: uma propaganda promove os cortes fiscais de Obama ("Uma enfermeira ganhando 60 mil?", diz um narrador, "Você consegue milhares de dólares com Obama - com McCain apenas US$150"); comerciais no Colorado e Pensilvânia acusam McCain de ajudar companhias que "levam empregos a outros países" e outro, veiculado na região mais idosa da Flórida, acusa falsamente McCain de propor cortes ao Medicare.

Incapaz de concorrer com as iniciativas de Obama, McCain faz suas últimas tentativas em cidades que precisa ganhar, como Norfolk, onde ele e o Comitê Nacional Republicano tem combinado recursos para realizar propagandas com maior intensidade do que Obama, que não precisou de ajuda de seu partido.

A situação é similar em Richmond, Virgínia, Cincinnati, Ohio, e Harrisburg, Pensilvânia, que estão entre os locais que MccAin decidiu gastar mais do que Obama.

Por JIM RUTENBERG

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