Mudanças silenciosas colocam mais negros no poder

BROOKLINE, New Hampshire - Melanie Levesque pegou os cartazes com seu nome de dentro de sua caminhonete Mercedes e caminhou em direção à multidão branca no festival anual que aconteceu por aqui. Os negros representam menos de 1% da população nesse pequeno distrito suburbano perto da divisa com o Estado de Massachusetts. Mas nada disso parecia importar para as pessoas presentes.

New York Times |

No mês que vem, Levesque, 51, deve conseguir se reeleger à Câmara dos Representantes de New Hampshire, onde representa um dos distritos mais brancos da nação. Ela faz parte deu uma nova geração de políticos negros que estão conquistando cargos de políticos brancos em regiões predominantemente brancas de todo o país.

As autoridades negras, que geralmente servem em cidades pequenas e médias, foram obscurecidas pela candidatura do senador Barack Obama, que caso eleito será o primeiro negro a conquistar o cargo.

Mas nos últimos 10 anos, cerca de 200 políticos negros conquistaram posições que antes eram mantidas por brancos em câmaras e prefeituras em Estados como New Hampshire, Iowa, Kentucky, Minnesota, Missouri, Carolina do Norte e Tennessee.

Em 2007, cerca de 30% dos 622 legisladores negros do país representavam distritos predominantemente brancos, um aumento em relação aos 16% de 2001, de acordo com informações do Centro Unificado de Estudos Políticos e Econômicos, um grupo de pesquisa baseado em Washington que mantém estatísticas dos negros eleitos a cargos oficiais há 40 anos.

Cientistas políticos e autoridades locais também apontam um aumento no número de prefeitos negros a frente de cidades primordialmente brancas em lugares como Asheville, Carolina do Norte, população de 74,000, e Columbus, Ohio, população 748,000. De acordo com um estudo conduzido por Zoltan L. Hajnal, cientista político da Universidade da Califórnia, San Diego, cerca de 40% dos americanos viveram em cidades (ou perto de cidades) que elegeram negros à prefeitura ou em Estados com governadores negros.

Hajnal e outros analistas dizem que a animosidade racial em relação aos candidatos negros ainda existe e pode afetar os resultados das eleições locais e nacionais, inclusive da disputa presidencial. Mas ele disse que esse tipo de sentimento está acabando.

- RACHEL L. SWARNS

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