Mortes decolam após revogação da lei do capacete de motociclista

Em 2003, legisladores da Pensilvânia revogaram uma lei exigindo que pilotos de motocicletas usassem capacetes. Pesquisadores que estudaram mortes e ferimentos pelos dois anos seguintes dizem que essa decisão teve conseqüências caras e letais.

The New York Times |

Os pesquisadores compararam estatísticas de acidentes nos dois anos antes da revogação com números dos dois anos posteriores. Depois da revogação, o uso de capacetes em acidentes com pilotos caiu de 82 para 58%. Ao mesmo tempo, os ferimentos na cabeça aumentaram 66%, e as hospitalizações subseqüentes aumentaram 78%.

Enquanto isso, as cobranças dos hospitais por cuidados relacionados a ferimentos na cabeça decorrentes de acidentes com motocicletas aumentaram 132% no segundo período, comparado com 69% de aumento em custos por outros ferimentos. O estudo foi publicado no Jornal Americano de Saúde Pública.

Embora também tenha crescido o número de registros de motos, a taxa de acidentes por 10.000 pilotos permaneceu a mesma, indicando que houve pouca mudança nos hábitos de pilotagem, nas condições das estradas e no comportamento arriscado dos pilotos.

Em 1975, o governo federal parou de exigir que os estados tivessem leis pelo capacete como condição para receberem dinheiro federal para as estradas, e hoje apenas 20 estados e o Distrito de Columbia exigem capacetes para todos os motociclistas. Esperamos que os legisladores analisem os dados, diz a autora principal do estudo, a Dra. Kristen J. Mertz, professora-assistente de epidemiologia na Universidade de Pittsburgh, e considerem reinstituir as leis universais de obrigatoriedade do capacete.

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