Monitora aponta falta de plano coerente para o resgate financeiro

A líder de um novo painel congressional criado para monitorar o enorme resgate financeiro afirmou que o governo americano ainda não parece ter uma estratégia coerente para aliviar a crise financeira, apesar de ter gasto milhões para isso.

The New York Times |

Elizabeth Warren, presidente do painel, afirmou em uma entrevista na segunda-feira que ao invés disso o governo parece estar oscilando de uma tática a outra sem explicar como cada passo caberá no plano geral.

"Não se pode dizer simplesmente 'o crédito não está fluindo pelo sistema'", ela disse em seu primeiro comentário público desde que assumiu o painel. "É preciso questionar o motivo".

Se a resposta é que os bancos não têm dinheiro para emprestar faz mais sentido injetar capital diretamente neles, como o Tesouro fez nos últimos dois meses, ela disse. Mas se a resposta é que seus potenciais financiados recebem menos crédito dia após dia, então "colocar dinheiro nos bancos não irá consertar o problema".

O novo painel realizou poucos encontros com autoridades do Tesouro até então e Warren reconhece que ela e os seus outros membros ainda estão nos primeiros estágios de sua pesquisa.

Autoridades do Departamento do Tesouro nunca descreveram suas ações como o único remédio. Na verdade, afirmou um porta-voz, o secretário Henry M. Paulson Jr. recentemente testemunhou que estabilizar o sistema financeiro é um primeiro passo necessário em qualquer plano para se lidar com a crise econômica.

"Nosso objetivo ao pedir um pacote de resgate ao Congresso era estabilizar um sistema financeiro à beira da ruína e então conseguir que o crédito voltasse aos consumidores e pequenos negócios americanos", disse Paulson em uma audiência recente. "Se o sistema financeiro tivesse ruído, a situação estaria muito pior e duraria mais do que uma depressão".

Professora de direito de Harvard e especialista em falência do consumidor, Warren foi indicada pelo líder da maioria do Senado, Harry Reid, ao novo painel de cinco membros, criado em outubro como parte do Programa de Alívio a Investimentos em Dificuldades de US$700 bilhões, conhecido como Tarp. Ela foi eleita sua líder no primeiro encontro do painel, na última quarta-feira.

Nesta posição, ela terá grande poder de modelar a missão do painel e o conteúdo dos relatórios que serão apresentados ao Congresso enquanto o Tarp existir.

O poder do painel, como determinado por lei, vai um pouco além dos "ataques de púlpito" mas também não chega a ter poder de veto sobre propostas específicas. Sua maior fonte de influência é que poderá ter do seu lado os legisladores que podem modificar a proposta do resgate.

- DIANA B. HENRIQUES

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