Minorias se tornarão maioria nos Estados Unidos em uma geração

Minorias étnicas e raciais irão compor a maior parte da população dos Estados Unidos em pouco mais de uma geração, de acordo com as projeções da Agência de Censo, uma transformação que acontece com maior rapidez do que o antecipado há alguns anos.

The New York Times |

O censo calcula que até 2042, americanos que se identificam como hispânicos, negros, asiáticos, indianos, nativos do Havaí ou das ilhas do Pacífico juntos somarão mais do que os brancos não-hispânicos. Há quatro anos, as autoridades afirmaram que essa mudança seria atingida em 2050.

O principal motivo para a aceleração desta mudança é a grande taxa de natalidade entre imigrantes. Outro fator importante é a chegada de estrangeiros, que aumentará de cerca de 1.3 milhão anualmente hoje para mais de 2 milhões ao ano na metade do século, de acordo com as projeções baseadas na política de imigração atual.

"Nenhum outro país passou por uma mudança étnica e racial tão rápida", disse Mark Mather, demógrafo da Agência de Referência Populacional, uma organização localizada em Washington.

Os últimos números, que serão publicados nesta quinta-feira, foram calculados de acordo com movimentos históricos e atuais, que são influenciados por diversas variáveis, incluindo a modernização das políticas de imigração e um súbito aumento no número de refugiados.

Há uma década, os demógrafos do censo estimavam que a população da nação, que chegou a 300 milhões em 2006, não ultrapassaria 400 milhões até algum momento depois da metade do século. Agora, eles projetam que a população chegará a 400 milhões em 2039 e ultrapassará 439 milhões em 2050.

A Agência de Censo projeta que as chamadas minorias irão constituir a maioria das crianças do país com menos de 18 anos até 2023 e americanos em idade de trabalho até 2039.

Pela primeira vez, tanto o número quanto a proporção de brancos não-hispânicos, que agora equivalem a 66% da população, irão cair, começando em 2030. Até 2050, sua representatividade será de apenas 46%.

Maiores índices de mortalidade entre os idosos americanos brancos nativos e de nascimento entre os imigrantes e seus filhos já causam disparidades étnicas e raciais.

"Isso acontece como resultado da imigração do passado", disse Jeffrey S. Passel, principal estudioso do Centro Hispânico Pew. "Nos anos 1970, 80 e 90 havia mais imigrantes hispânicos do que nascimentos. Nesta década, há mais nascimentos do que imigrantes. Não importa o que seja feito em relação à imigração no futuro, o país terá mais hispânicos e asiáticos".

Por SAM ROBERTS

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