Michelle Obama reclamava dos apertos de mão e eventos para arredação de dinheiro." / Michelle Obama reclamava dos apertos de mão e eventos para arredação de dinheiro." /

Michelle sobe ao palco e adota presença mais suave na campanha de Obama

DENVER - Quando seu marido concorreu ao Congresso em 2000, http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/08/25/michelle_obama_e_a_forca_do_marido_1596459.html target=_topMichelle Obama reclamava dos apertos de mão e eventos para arredação de dinheiro.

The New York Times |

Cerca de oito anos depois, a antes tímida militante está no centro de uma ofensiva multimídia que pode ser a mais bem cuidada representação do papel da esposa de um candidato na história das campanhas presidenciais. Na noite de segunda-feira , Michelle Obama fez um discurso no horário nobre durante a Convenção Nacional Democrata, precedido por um vídeo biografico, um toque antes destinado apenas aos candidatos e não a suas esposas.

Michelle Obama é uma presença mais suave e tranqüila na campanha do que era no começo da disputa.

Sua mensagem básica (a história pessoal, a defesa de seu marido, o calor materno) permanece constante. Mas ao invés de apresentar maiores desafios para sua platéia, ela passou a conquistar sua atenção e a lhes oferecer empatia. Antes ela aparecia nos jornais televisivos, agora dá entrevistas a programas matinais como "The View" e "Ladies' Home Journal".

Na noite de segunda-feira ela usou um vestido de designer, mas ultimamente tem apelado mais para uma postura chique barata que pode ser rotulada como a aparência do momento de crise econômica: menos roupas de grife, mais vestidos de verão de US$79 da Gap.

Agora, em Denver e pelas próximas 10 semanas, a agenda de Michelle Obama será dupla. Ela precisa continuar a recriar sua imagem pública ocasionalmente vista como dura em tons mais quentes, mas essa é apenas uma das histórias de vida que ela tem que vender para os eleitores. Preocupados com incerteza gerada pela criação solta de Barack Obama e sua falta de raízes, sua campanha essencialmente substituirá sua família pela de Michelle Obama.

Barack Obama tem poucos membros familiares que podem representá-lo. Na semana passada uma revista européia localizou um de seus meio-irmãos quenianos, que ele mal conhecia, vivendo na pobreza de uma favela.

Assim sendo, na noite de segunda-feira sua campanha colocou no palco e na tela a família de Michelle Obama: seu irmão técnico de basquete, Craig Robinson; sua mãe secretária e dona de casa, Marian; e a memória de seu pai, Frasier, um funcionário público que sofreu de esclerose múltipla.

O filme sobre Michelle Obama, "South Side Girl" (Garota do Lado Sul, em tradução literal), a coloca num local vívido e específico, o Lado Sul de Chicago. Enquanto sua mãe conta sua história com voz gasta pela idade, imagens dela são mostradas na tela: quando criança com rabo de cavalo, grandes olhos castanhos e uma cesta de Páscoa, depois quando adulta correndo para seu abraço.

A apresentação de Michelle Obama falou pouco de sua própria carreira como advogada, organizadora comunitária e executiva hospitalar, se concentrando no papel de filha, mãe e mulher.

Por JODI KANTOR

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