Michelle Obama recebe conselhos para lidar com limitações do papel de primeira-dama

WASHINGTON - A difícil dica veio de uma mãe profissional de alto escalão para outra, mas não aconteceu através de telefonema ou carta, mas apareceu no jornal The Times de Londres este mês sob a manchete: Meu conselho para Michelle Obama: Aprenda a Gostar do Banco de Trás.

The New York Times |

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As palavras afiadas vieram de Cherie Blair, advogada, mãe de três filhos e mulher de Tony Blair, ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha.
Prepare-se para grandes decepções na sua vida como primeira dama, ela alertou Obama, advogada, mãe de duas filhas e mulher de Barack Obama, presidente eleito dos Estados Unidos.

"Você terá que aprender a sentar no banco de trás, não apenas em público, mas na vida privada também", aconselhou Blair, que escreve continuamente para o jornal. "Quando seu marido chegar tarde para colocar as crianças para dormir, ou para jantar, ou seus planos para o final de semana não derem certo novamente, você simplesmente tem que aceitar que ele tem algo mais importante para fazer".

"Chega a ser irônico que em tempos que pedimos igualdade, aquelas de nós casadas com nossos líderes políticos tenham que colocar suas ambições de lado e manter suas opiniões para si mesmas enquanto eles estiverem no cargo", disse Blair.


Michelle Obama recebe conselhos para ocupar o cargo de primeira-dama / NYT

O conselho não solicitado reflete o debate gerado entre as mãe trabalhadoras de todo o mundo que observam Obama realizar sua transição de executiva hospitalar a autoproclamada mãe no poder da Casa Branca. Ainda que ela tenha abraçado publicamente seu futuro papel como primeira dama, muitas mulheres permanecem divididas sobre ela ser uma pioneira ou um símbolo desencorajador das limitações da maternidade trabalhadora atual.

A discussão esquentou blogs, revistas online, programas de tevê e rádio, entre mulheres comuns e outras mais conhecidas, incluindo Blair e Carla Sarkozy, mulher do presidente da França Nicolas Sarkozy. A questão assume intensidade particular, não apenas porque Obama é a primeira mulher negra na posição, mas também porque ela mantinha uma carreira de muito poder e colocou isso de lado para ajudar seu marido durante a campanha pela presidência. Ela ganhava mais de US$300 mil por ano como vice-presidente do Centro Médico da Universidade de Chicago.

Ainda que muitas pessoas tenham saudade Barack Obama por romper barreiras raciais, alguns argumentam que sua mulher permanece atada a um papel tradicional que parece pequeno demais e desproporcional para uma executiva educada na Ivy League.

Por RACHEL L. SWARNS

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