México pode se tornar próxima crise estrangeira de Obama

CIDADE DO MÉXICO - A economia do México está sendo prejudicada pela recessão ao norte. Viciados americanos transformaram o país em um mercado de drogas e sua polícia e seus soldados se veem sob a ameaça de armas dos Estados Unidos. O Nafta prometeu há 15 anos que caminhoneiros mexicanos poderiam circular por estradas americanas, mas o Congresso diz que eles são inseguros.

The New York Times |

As relações entre Estados Unidos e México estão em meio ao que pode ser descrito como uma disputa de vizinhos, que se estende ao longo de uma cerca compartilhada. Esta mesma cerca na fronteira se tornou um fator agravante.

A secretária de Estado Hillary Rodham Clinton chega ao México nesta quarta-feira para o que será a primeira em uma série de visitas oficiais ao país, inclusive uma do próprio presidente Barack Obama no mês que vem, para tentar lidar com uma grande crise política doméstica e estrangeira. Eles encontrarão um país envolto em uma profunda crise, impaciente com os sinais de protecionismo de seu maior parceiro comercial e dividido por uma guerra de tráfico pela qual muitos no México culpam os clientes americanos.

Há muita raiva do outro lado também. Muitas comunidades americanas se preocupam com a violência do tráfico atingir o seu lado da fronteira e com os imigrantes mexicanos tomarem os poucos empregos existentes. Isso obriga a gestão Obama, já preocupada com duas guerras e uma profunda recessão, a criar uma nova política em relação ao México mais cedo do que gostaria.

Obama descobriu que estes desafios estrangeiros atingem algumas das mais difíceis questões de política doméstica, como a imigração, o livre comércio e o controle de armas. A gestão Bush prejudicou as relações ao não cumprir sua promessa de uma reforma imigratória. A gestão Obama, por sua vez, gerou novas tensões em suas primeiras semanas no cargo com uma série de sinais contraditórios a respeito da questão.

Alguns oficiais da gestão sugeriram que o governo mexicano não está no controle de seu território, mesmo enquanto outros oficiais elogiavam a decisão do presidente Felipe Calderon de combater o tráfico de drogas.

Obama reconheceu ter planos de contingência para posicionar soldados na fronteira caso a violência do lado americano aumente demais, mas disse que tal decisão não é iminente.

De sua parte, Calderon falou de uma "campanha" americana contra o México e ressaltou que o índice de assassinatos é muito maior em Nova Orleans do que em seu país. A imagem prejudicada do México, como ressaltada pelos conselhos de viagem do Departamento de Estado, é uma preocupação ainda maior para Calderon porque assusta seus possíveis investidores e turistas.

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