México enfrenta a si mesmo em uma guerra interna

REYNOSA ¿ Um comboio militar em busca de traficantes de drogas saiu de sua base, em uma cidade fronteiriça que fica sob o controle do Cartel do Golfo, e uma voz sinistra saiu de um rádio para anunciar exatamente isso. A voz, pertencente a um espião no cartel, transmitiu a rota dos soldados pela cidade, passo a passo, usando linguagem militar.

The New York Times |

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Exército mexicano confisca armas em uma fazenda em Tamaulipas

Eles estão nos seguindo, disse, encolhendo os ombros, Coronel Juan Jose Gomez, que monitorava a transmissão do banco da frente da picape cor verde oliva.

A presença de informantes, alguns deles ex-soldados, destaca um paradoxo central na ambiciosa e sangrenta agressão aos cartéis de drogas que estão destruindo o país. A nação iniciou a guerra, mas não pode contar inteiramente com as instituições ¿ a policia, a alfândega, as cortes, prisões, e mesmo o exército relativamente honesto ¿ mais necessárias para executá-la.

Os cartéis trazem bilhões de dólares a mais do que o governo mexicano gasta para derrotá-los, e eles gastam suas riquezas para reforçar o status com um número não identificado de políticos, juízes, carcereiros de prisões e policiais ¿ muitos oficiais da polícia, de fato, forças inteiras em cidades por todo o México foram dispensadas e reconstruídas do nada.

No último ano, o mais reconhecido promotor público de casos de crime organizado foi preso por receber dinheiro de cartéis, quando era diretor da Interpol no México. Os cartéis planejaram também colocar um espião na embaixada dos Estados Unidos. Aqueles em posições importantes, que resistem em aceitar dinheiro dos cartéis, frequentemente, são assassinados, um incentivo poderoso para ser usado com aqueles que hesitarem.

Esta foi uma guerra iniciada pelo México, mas sustentada ¿ e, de certa forma, minada ¿ pelos Estados Unidos.


Por MARC LACEY


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