Mercados esperam por detalhes de promessas feitas por líderes mundiais

WASHINGTON - Depois de inúmeras reuniões de emergência, líderes governamentais de ambos os lados do Atlântico ofereceram ousadas promessas para resgatar o sistema financeiro global, mas ainda trabalham para resolver detalhes que acalmem os mercados de ações antes de sua abertura nesta segunda-feira.

New York Times |

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Depois dos resultados ruins nos mercados na semana passada, países europeus prometeram injetar capital em bancos com dificuldades e garantir o empréstimo entre bancos (um passo que os analistas disseram ser crítico para aliviar a crise de confiança e perda no mercado de crédito).

Nos Estados Unidos, as autoridades disseram que o secretário do Tesouro Henry M. Paulson Jr. estudava a possibilidade de apoiar os empréstimos entre bancos (considerados vitais para a operação do sistema financeiro e da economia como um todo). Isso diminuiu consideravelmente porque os bancos temem não receber o retorno caso o outro banco entre em dificuldades financeiras.

O Departamento do Tesouro não deveria anunciar nada antes da segunda-feira, afirmaram as autoridades. Mas o governo ajudou o ícone financeiro americano, Morgan Stanley, tentando recuperar um investimento de US$9 bilhões do banco japonês, Mitsubishi UFJ Financial.

A reação inicial dos investidores foi positiva, com as ações dos mercados asiáticos operando em alta.

Em Paris, líderes europeus concordaram com um plano unificado que injetará bilhões de euros em seus bancos e garantir o empréstimo bancário num período de até cinco anos (com cada nação criando um plano específico para sua situação nacional que serão apresentados simultaneamente na segunda-feira).

Os líderes de 15 países que usam o euro não colocaram preço em suas promessas, ao contrário da Grã-Bretanha, onde o primeiro-ministro Gordon Brown anunciou um resgate de US$255 bilhões em fundos governamentais e outras medidas para estabilizar os bancos, ou os Estados Unidos, onde um pacote de US$700 bilhões será usado parcialmente para injetar capital nos bancos.

O governo americano até o momento tem sido relutante em garantir os empréstimos entre bancos por temer que isso dê vantagem competitiva aos bancos sobre outras instituições financeiras e gere consequências não desejadas.

A Europa pode ter que agir mais rapidamente, em parte porque seus bancos enfrentam problemas mais urgentes, disse Tobias Levkovich, chefe estrategista do Citigroup. Muitas companhias financeiras europeias obtiveram empréstimos maiores em relação a seu capital do que as americanas.

"Os europeus estavam mais perto do fogo do que nós", ele disse. "Eu não acho que eles podem se dar ao luxo de esperar um ou duas semanas".

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