Mercado imobiliário americano mostra perspectiva de futuro sombrio

O mercado imobiliário americano, onde a crise econômica teve início, está longe de atingir o fundo do poço. O preço dos imóveis em grande parte do país deve cair até o final de 2009, afirmam os economistas, e em alguns mercados a tendência pode durar mais dependendo da gravidade da antecipada recessão.

The New York Times |

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Em áreas já atingidas como Califórnia, Flórida e Arizona, a previsão é a mesma: cada vez mais casas à venda, mas menos pessoas dispostas ou capazes de comprá-las.

Além das preocupações habituais em toda nação, há ainda o aumento do desemprego e dos juros sobre hipotecas e a queda nos salários (que irão reduzir a já pequena quantidade de compradores).

"O principal motivo da queda dos valores dos imóveis é a queda nos salários", disse Todd Sinai, professor de corretoria na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia. "Quando os salários caem, a demanda por casas cai".

Apesar das medidas do governo para impulsionar o setor financeiro, os juros sobre empréstimos imobiliários voltaram a subir na terça-feira, refletindo uma preocupação que o Tesouro pediu empréstimos para financiar o resgate. Na quarta-feira, o índice de juros fixos sobre uma hipoteca de 30 anos era de 6.75%, maior do que os 6.06% da semana passada.

Enquanto os bancos se movem agressivamente para vender imóveis desapropriados, o número de casas vazias chega perto de ser o maior em meio século. Em junho, 2.8% das casas anteriormente ocupadas por um proprietário estavam vazias. Quase uma em cada 10 propriedades para aluguel estavam sem ocupantes. Ambos os números chegam perto dos maiores índices registrados desde 1956, o primeiro ano em que o Census registrou a informação.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas que perderam seus empregos ou viram sua renda diminuir está aumentando. O índice de desemprego chegou a 6.1%, de 4.4% no final de 2007, além disso os salários para aqueles que permanecem empregados não acompanhou a inflação.

Em Nova York e outras cidades que dependem do setor financeiro, os economistas esperam que o desemprego aumentará e os salários ligados aos bônus anuais irão declinar significativamente.

Uma fonte de valores imobiliários confiável (que compara o valor dos imóveis com os alugueis) indica que em muitas cidades os preços ainda estão altos demais em relação a normas históricas.

A atual crise imobiliária é muito mais nacional e severa do que qualquer outra no período pós-guerra, particularmente por causa da proliferação de práticas de financiamento arriscadas. Hoje, as desapropriações acontecem antes da crise econômica, o reverso do que aconteceu em outros períodos.

"Estamos navegando por águas desconhecidas", disse Brian A. Bethune, economista da empresa de pesquisas Global Insight.

- VIKAS BAJAJ

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