McCain se une aos ataques à Obama sobre radical dos anos 60

WAUKESHA, WISCOSIN ¿ O senador John McCain se uniu aos ataques feitos ao senador Barack Obama, nesta quinta, por seus laços com William Ayers, radical de esquerda dos anos 60, contando a uma raivosa e rancorosa multidão em Wiscosin que ¿temos que saber a extensão toda dessa relação¿ para julgar se Obama ¿está falando a verdade ou não ao povo americano¿.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

Em retorno, Obama condenou o plano de McCain para que o governo compre os empréstimos de moradias ruins como uma saída de emergência para os riscos dos bancos e lojas de crédito, também contou a centenas de eleitores em Dayton, em Ohio, que a abordagem de McCain para a crise financeira era arriscada e instável, palavra que Obama usou duas vezes.

A linguagem e o tom percebidos em ambos os homens continuam em suas campanhas negativas nas semanas finais antes do dia da eleição, mesmo os eleitores dizendo querer soluções para a piora das condições econômicas mais do que o vai-e-volta de xingamentos de ambos os lados.

No entanto, o que tem sido mais impressionante sobre as últimas 48 horas de perseguições nas campanhas é o aumento da atmosfera hostil nos comícios de McCain, nos quais eleitores furiosos vaiam qualquer menção à Obama e atacam verbalmente democratas, Wall Street e as notícias da mídia.

Estou realmente bravo! gritou um homem da platéia em Waukesha, onde McCain e sua parceira na concorrência, governadora do Alasca Sarah Palin, estavam conduzindo uma reunião. E o que irá surpreendê-lo, não é a economia. São os socialistas que estão tomando conta do país.

Pouco tempo depois, James T. Harris, conservador e âncora de um programa de rádio em Wiscosin, que era um dos poucos afro-americanos na platéia, levantou-se e contou a McCain que no debate, na próxima quarta, é absolutamente vital que você leve isso a Obama, que você o atinja onde doa, porque temos todos esses personagens duvidosos a volta dele, assim como, disse ele, o ex-pastor de Obama, Reverendo Jeremiah A. Wright Jr.

Ainda que McCain não tenha mencionado Ayers, fundador do grupo radical Weather Underground (Clima Subversivo), por nome, sua intenção foi clara em resposta à questão sobre Obama. Um homem contou a McCain que estamos todos imaginando por que Obama está onde está nas pesquisas e ele perguntou não há uma maneira de se aproximar da mídia e identificar as pessoas com as quais ele está se envolvendo?.

McCain respondeu, Bem, senhor, com a sua ajuda e das pessoas nesta sala, iremos descobrir. Ele acrescentou: Olhe, não nos importamos com um velho terrorista fracassado e sua esposa, que ainda, pelo menos em 11 de setembro de 2001, disse que queria bombardear mais. Você sabe, mas não é essa a questão. A questão é que o senador Obama disse que ele era apenas uma pessoa de sua vizinhança. Precisamos saber que isso não é verdade.

Embora McCain tenha levantado questões sobre os laços de Obama com Ayers em uma entrevista na televisão na primavera passada, ele parou de atacar Obama na campanha das eleições gerais, na perseguição por sua associação com Ayers. Ele abandonou os ataques em sua campanha operativa e com Palin.

A referência feita por McCain ao desejo de Ayers em realizar mais bombardeios partiu de um artigo do New York Times sobre Ayers e suas memórias, Fugitive Days (Dias Fugitivos), publicado por acaso em 11 de setembro de 2001. O artigo começava com a citação: Eu não me arrependo de ter armado bombas. Sinto que não fizemos o suficiente. Três dias depois, Ayers escreveu em seu site que o significado de sua observação foram distorcidas.

Por ELISABETH BUMILLER e PATRICK HEALY

Leia mais sobre eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG