McCain ganha vantagem com eleitores rurais, diz pesquisa

O senador John McCain melhorou, significativamente, sua imagem entre os eleitores rurais nos Estados em disputa, o que indica que o candidato republicano pode ganhar um impulso nas últimas semanas da campanha presidencial, de acordo com a apuração de votos dos partidos.

The New York Times |

McCain, que está à frente do senador Barack Obama com 51% contra 41% entre esses eleitores, aumentou sua liderança em assuntos relacionados a taxas, economia e "mudança" ¿ o resultado contrário de uma pesquisa similar feita em maio pelo Centro de Estratégias Rurais, grupo não partidário de Kentucky. O senador do Arizona também aumentou sua liderança em assuntos como a situação do Iraque e valores dos recursos rurais.

A escolha de Sarah Palin como vice de McCain parece ter selado um acordo com um grande número de eleitores rurais. A pesquisa diz que 65% dos eleitores rurais acham que a governadora do Alasca representa os valores rurais e metade disse que a participação de Sarah pode levá-los a apoiar McCain. No entanto, 43% sentem que ela não está pronta para ser vice-presidente ou assumir a presidência, caso necessário.

McCain quase não melhorou na disputa geral contra Obama. Sua vantagem é substancial, mas não está claro se será o suficiente para que ele supere os números democratas em áreas urbanas e regiões disputadas dos subúrbios. O presidente Bush ganhou em voto rural com 19 pontos percentuais em 2004 (mas ele teve apenas 13 pontos de diferença em relação ao senador John Kerry na mesma época há quatro anos).

Em geral, os republicanos precisam de uma boa parte de eleitores rurais para ganhar a eleição presidencial, enquanto os democratas, como Bill Clinton, deve neutralizá-los.

William Greener, consultor republicano que fez parte da pesquisa, disse que o avanço de McCain nos assuntos indica um provável crescimento em direção a Obama entre os eleitores rurais nas últimas semanas. "Há movimentos muito favoráveis na direção de John McCain," disse Greener. "A pesquisa mostra um grande degrau separando Obama e os americanos rurais."

O que pode atrapalhar McCain são a economia e o emprego. Esses assuntos são a preocupação número um dos eleitores e McCain tem apenas três pontos percentuais a mais que Obama nesse quesito. Com a explosão da crise na Walt Street, Obama pode ter a oportunidade de brecar o impulso de McCain, de acordo com Anna Greenberg, estrategista democrata criadora da pesquisa com Greener.

"Obama precisa reafirmar a segurança sobre quem ele é, porque ele é visivelmente mais forte na economia e porque John McCain não é," ela diz.

Tom Kise, porta-voz da campanha de McCain, disse que os resultados mostraram que "eleitores rurais perceberam que Obama não os entende, nem compartilha seus valores."

A porta-voz de Obama Shannon Gilson disse que " depois da última semana, eleitores começaram a reconhecer que John McCain está em todo o mapa da economia."

Eleitores rurais, que representam 23% do eleitorado dos Estados Unidos, tendem a ser mais velhos e republicanos. Dos 742 eleitores registrados na pesquisa em 13 Estados em disputa, 88% são brancos, 25% têm mais que 64 anos e mais da metade tem idade abaixo de 50 anos. A apuração dos eleitores que moram no que o Instituto de Pesquisa considera regiões não metropolitanas estava em questão entre terça e quinta e tiveram uma margem de erro de mais ou menos 3,6%.

Os participantes listaram economia e emprego como suas maiores preocupações (51%), seguido de energia e preço do combustível, guerra do Iraque e saúde. Apenas 10% apontaram a corrupção e interesses especiais em Washington como maior preocupação e 9%, valores morais.

Quanto à pergunta se a comunidade está preparada para um presidente negro, 53% disseram que sim e quase 25% disseram que não.

Joseph Zimmerman, eleitor não-filiado no Colorado que antes originalmente apoiava a senadora Hillary Rodham Clinton, disse que a menos que Obama faça algo "bem estúpido", ele pretende votar nele em novembro.

"McCain parece se interessar pela guerra e não ter a menor noção sobre a economia", disse Zimmerman, 68 anos, enfermeira registrada que vive em Silverton. "E escolher Sarah Palin? Não sei nem o que pensar sobre isso."

Mas para a eleitora independente Linda Stemmler, que mora em Live Oak, Flórida, Palin foi o fator decisivo. Stemmler, cujo marido morreu há poucos meses, está preocupada com a economia, saúde e segurança social. Nenhum dos candidatos à presidência, ela diz, são particularmente encorajadores. Mas tem algo que ela gosta em Palin.

"Quando ela foi escolhida, decidi que votaria em John McCain," disse Stemmler, 63, empresária aposentada. "Ela parece ter feito muito no Alasca. Ela é conservadora".

- Karen E. Crummy

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