McCain e Obama trocam farpas sobre segurança nacional

Um grande debate sobre terrorismo, segurança e questões legais tomou conta da campanha presidencial nessa terça-feira quando os senadores John McCain e Barack Obama trocaram farpas sobre quem seria mais capaz de manter a nação a salvo.

The New York Times |

A situação teve início após uma declaração do principal conselheiro para assuntos externos e de segurança nacional do comitê de McCain, Randy Scheunemann, em que ele afirmou que Obama demonstrava uma postura "10 de setembro" a respeito da luta contra o terrorismo - um comentário que ecoou os ataques do presidente Bush ao senador John Kerry durante a campanha de 2004.

Obama rejeitou a crítica a bordo de seu avião de campanha e questionou os padrões do comitê de McCain para um debate sobre a política anti-terrorismo. "Esses são os mesmos homens que ajudaram a criar a distração da guerra no Iraque quando poderíamos contar nos dedos as pessoas realmente condenadas pelos acontecimentos no 11/9", ele disse.

Essa foi a primeira troca de farpas do debate que teve início na semana passada quando a Suprema Corte decidiu que os prisioneiros de Guantánamo têm direito a questionar seu encarceramento diante de uma corte federal. Obama elogiou a decisão da corte como um retorno à legalidade, enquanto McCain se opôs à ela, dizendo que pode tornar a América menos segura, apesar dos comentários do candidato republicano representarem as complexidades de sua própria postura em relação à Guantánamo.

A última batalha começou quando os conselheiros de McCain realizaram uma coletiva de imprensa para atacar a posição de Obama, defendida durante uma entrevista à rede ABC News na qual disse acreditar que "podemos rastrear terroristas, podemos impedir ameaças aos Estados Unidos, mas podemos fazer isso respeitando a nossa Constituição", afirmando ainda que o país foi capaz de prender, julgar e emprisionar os culpados pelo atentado ao World Trade Center em 1993 dessa forma.

"Você sabe que se olharmos para o exemplo de Guantánamo", disse Obama, "o que sabemos é que em ataques terroristas anteriores - por exemplo, o primeiro ataque ao World Trade Center - fomos capazes de prender os responsáveis e julgá-los".

O comitê de campanha de McCain afirmou que Obama queria voltar a tratar o terrorismo como nada mais do que uma questão criminosa, acusou-o de ingênuo e argumentou que o caso do World Trade Center foi um exemplo claro do quão insuficiente essa postura foi anteriormente. "Mais uma vez vemos que o senador Obama é uma manifestação perfeita da mentalidade '10 de setembro'", disse Scheunemann durante a apresentação à imprensa.

Obama afirmou que o comitê de campanha de McCain está usando o medo como uma arma política. "A única questão que eu quis deixar clara, na qual insistirei durante minha campanha, é que podemos respeitar o processo legal e adotar os conceitos legais e ainda assim impedir o terrorismo", disse Obama.

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