Barack Obama e John McCain citam o problema do Fannie Mae e do Freddie Mac como consequência da corrosiva relação entre lobistas e políticos, que eles prometem acabar. Mas cada candidato e seu partido também têm laços com os gigantes decadentes, o que irá complicar o trabalho do próximo presidente de reformar as companhias de financiamento hipotecário que são essenciais para a economia americana. " / Barack Obama e John McCain citam o problema do Fannie Mae e do Freddie Mac como consequência da corrosiva relação entre lobistas e políticos, que eles prometem acabar. Mas cada candidato e seu partido também têm laços com os gigantes decadentes, o que irá complicar o trabalho do próximo presidente de reformar as companhias de financiamento hipotecário que são essenciais para a economia americana. " /

McCain e Obama têm laços com Fannie e Freddie

WASHINGTON - Os senadores http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/09/07/mccain_e_obama_reagem_a_ajuda_para_fannie_e_freddie_1703062.html target=_topBarack Obama e John McCain citam o problema do Fannie Mae e do Freddie Mac como consequência da corrosiva relação entre lobistas e políticos, que eles prometem acabar. Mas cada candidato e seu partido também têm laços com os gigantes decadentes, o que irá complicar o trabalho do próximo presidente de reformar as companhias de financiamento hipotecário que são essenciais para a economia americana.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

O indicado republicano, McCain do Arizona, tem inúmeros relacionamentos próximos e recebe contribuições de atuais e ex-lobistas das empresas. 

E Obama, seu rival democrata de Illinois, é o segundo entre todos os membros do Congresso em doações de empregados e comitês de ações políticas. 

Além da mensagem contra o lobby, Obama também culpa a administração Bush e os republicanos que controlaram o Congresso por 12 anos até 2007, incluindo McCain. Ele os condena pela falta de regularização que deixou as empresas livres para mergulharem em dívidas para comprar hipotecas, o que as arruinou com a persistente crise imobiliária. 

Entretanto, seus colegas democratas no Congresso são conhecidos como defensores das duas companhias há anos, protegendo as responsabilidades conflitantes das empresas de sustentar o preço acessível dos imóveis assim como maximizar os lucros dos acionistas.  

Apesar do escândalo atual, nem Obama, com menos de quatro anos no Senado, nem McCain, há um quarto de século na Câmara e no Senado, têm registro de uma contestação direta às companhias. Obama fez um alerta público sobre a chegada da crise imobiliária em 2007, cinco meses antes de ela irromper e o governo tomar a primeira medida.

Muitos ex-executivos das empresas, assim como atuais e ex-funcionários republicanos do Senado, disseram que McCain parece querer evitar assuntos relacionados ao mercado financeira depois da última grande crise ¿ as poupanças e os empréstimos entraram em colapso na década de 1980. Ele era um dos senadores Keating Five investigados pelo Senado por interceder junto aos reguladores federais por um operador de um banco falido. McCain recebeu uma repreensão leve, mas desde então fala sobre o embaraço da situação e passou a defender limites para o financiamento de campanha.  

Mais que Obama, o círculo de assessores e contribuintes de McCain inclui atuais e ex-lobistas ou diretores das empresas, apesar de em julho ele ter pedido o banimento de qualquer lobista por parte das duas empresas.

Entre os ex-advogados das empresas está o gerente da campanha de McCain Rick Davis, lobista de longa data; o confidente e conselheiro Charlie Black, cuja firma já trabalhou para a Feddie Mac por muitos anos até 2005, e o ex-presidente de financiamento da campanha Wayne L. Bernam, um vice-presidente da Ogilvy Worldwide e um ex-lobista do Fannie Mae.

Davis já liderou a Homeownship Alliance, uma coalizão de bancos, empresas hipotecárias e outros interesses do setor imobiliário liderados pela Fannie e Freddie para rechaçar as regulamentações propostas e taxas governamentais.

O grupo foi formado para se contrapor a outra organização, a FM Watch, uma aliança de instituições financeiras e associações lobistas que queriam igualar o campo de jogo com o Fannie Mae e o Freddie Mac, contestando a garantia implícita do governo que permitia às duas empresas tomar empréstimos a taxas de juros mais baixas.  

Por JACKIE CALMES

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