McCain e Obama já se preparam para disputa das eleições gerais

Os senadores John McCain e Barack Obama já estão bolando estratégias para se enfrentarem nas eleições gerais de novembro, com o objetivo de centrar suas atenções nos mesmos grupos ¿ eleitores independentes e latinos ¿ e ainda nos Estados onde acreditam que a disputa será definida ainda no fim deste ano, disseram assessores de campanha.

The New York Times |

Mesmo antes que a indicação de Obama seja formalmente confirmada, ele e McCain, presumido candidato republicano, já reúnem suas equipes nos campos de batalha mais importantes, produzem várias propagandas negativas sobre o adversário em questão e travam um combate que engloba uma mistura explosiva de tópicos, incluindo idade e patriotismo.

McCain passará a próxima semana realizando uma série de discursos sobre o aquecimento global, evidência clara de sua disposição para guerrear com Obama na disputa por eleitores independentes, grupo que ambos lutam pelo apoio.

É provável que Obama embarque em um roteiro de verão e que dê ênfase a sua vida pessoal, grande centro de seu apelo eleitoral. Alguns planos preliminares incluíam ainda uma parada no Hawai, sua terra natal.

A campanha do senador de Illinois está acelerando o registro de eleitores e enviando funcionários para a Pensilvânia e Ohio, Estados onde foi derrotado em primárias e que seus assessores apontam como fundamentais para uma vitória pela Casa Branca.

Conselheiros de McCain disseram que, assim como Obama, também tentam emplacar a campanha republicana entre a classe trabalhadora dos EUA, e que iniciaria as campanhas em ambos os Estados no início do mês de junho.

Além disso, assessores de ambos os candidatos disseram que eleitores latinos seriam cruciais para se vencer em Estados do sudoeste norte-americano, que agora são vistos como pontos chave de toda a batalha, incluindo o Colorado, Nevada e o Novo México.

De início, McCain tenta focar Estados onde o presidente Bush foi derrotado durante a corrida presidencial de 2004 e onde Obama foi derrotado em primárias, começando por New Hampshire e Pensilvânia. O rival democrata, por sua vez, visa os Estados onde saiu vitorioso ¿ de modo a acrescentar alguns outros como a Virgínia, que tem se mostrado nos últimos anos um reduto sólido do partido republicano.

E ambos os lados já produziram comerciais que serão divulgados assim que a corrida democrata for oficialmente resolvida. A publicidade foca atacar o rival que promover os candidatos e suas propostas.

O Comitê Nacional Republicano planeja desenvolver uma campanha publicitária de US$ 19,5 milhões para atacar Obama e convencer a população de que ele está desligado dos problemas reais do país e que é inexperiente para ocupar o cargo de presidente.

Já do lado democrata, assessores de Obama darão um toque final às campanhas que pretendem comparar John McCain ao presidente Bush, identidade esta que especialistas consideram de grande impacto entre os eleitores.

-Adam Nagourney e Jeff Zeleny

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