McCain ataca a postura de Obama sobre a guerra

ORLANDO, Flórida ¿ Na segunda-feira, o senador John McCain começou um ataque às credenciais do senador Barack Obama no quesito segurança nacional e adiantou sua retórica contra a presença russa na Geórgia com a intenção de mostrar sua habilidade para ser presidente.

The New York Times |

Em um discurso na Convenção Anual dos Veteranos de Guerra, McCain criticou o que chamou de posições inconstantes de Obama sobre o reforço, ou aumento, das tropas americanas no Iraque, e disse que quando seu rival votou contra o financiamento de tropas com voto único em 2007, sua tentativa de legislar fracassou.    

Isso aconteceu quando apoiar os esforços das tropas americanas exigia sérios riscos políticos", disse McCain. Foi um momento esclarecedor. Foi um momento onde o interesse político próprio e o interesse da nação seguiram caminhos diferentes.   

McCain foi além: Ambos os candidatos desta eleição desejam o fim da guerra e querem trazer as tropas de volta. A grande diferença ¿ a grande diferença ¿ é que eu quero vencer antes. 

McCain se referia ao episódio em que Obama votou contra o financiamento das tropas em 2007 porque a lei não previa um cronograma para a retirada dos soldados do país. Obama votou a favor de todos os outros orçamentos para a guerra desde que entrou no Senado em 2005. 


McCain fala sobre sugurança nacinal aos veteranos de guerra / Reuters

Obama, em campanha no Estado de Albuquerque, Novo México, não atacou diretamente as declarações de McCain, mas criticou seu oponente por ter apoiado uma guerra escolhida que custou um trilhão de dólares e milhares de vidas, mas que não tornou a nação mais segura.  

Nossas tropas desempenharam um papel magnífico, e a violência está em um estágio verdadeiramente menor, afirmou Obama a uma platéia de 1.500 pessoas na Escola Rio Grande. Mas escutem, se você dirige um ônibus por um atalho e depois de cinco anos, um trilhão de dólares e 4 mil vida perdidas você ainda está na metade do caminho, isso não significa que você fez uma boa decisão ao tirar o ônibus da estrada. 

A troca de acusações entre os candidatos foi uma prévia do tema central das eleições gerais, quando McCain, o candidato republicano, certamente continuará a insistir que Obama, o provável candidato democrata, é ingênuo e não tem a experiência ou discernimento para ser presidente. 

McCain foi parabenizado calorosamente pela platéia da convenção de veteranos, uma importante parada para presidentes, presidenciáveis e pelo menos um vice-presidente, Dick Cheney, que usou a reunião do verão de 2002 para efetivamente por em risco a guerra com Iraque. Obama é esperado pelo grupo na terça-feira, se o furacão não o impedir, e o presidente Bush vai conversar com os veteranos na quarta-feira. 

Obama "preparado"

Em suas declarações em Albuquerque, Obama disse que se preparou para o que poderia ser uma agressiva, e talvez suja, campanha contra ele.  

Eu sei que os democratas não têm tido muito sucesso nas eleições presidenciais dos últimos ciclos, declarou Obama. Em todos os lugares que eu vou as pessoas me dizem: Estou ficando nervoso. Os republicanos são tão ruins; eles vão jogar sujo com você. Eles vão fazer coisas contra você. O que você vai fazer?

E eu tenho apenas que lembrar as pessoas que assim como John McCain abraçou as posições de Bush, ele abraçou suas políticas. As mesmas pessoas que trouxeram George Bush estão tentando embalar John McCain. Eles não podem vencer uma discussão séria, então, o que eles estão tentando fazer é me atacar.

Na convenção dos Veteranos, McCain também usou a invasão russa na Geórgia para levantar questionamentos sobre a capacidade de Obama de lidar com a crise. Por trás de todas essas invocações e posições do senador Obama está a vontade de ser presidente, disse. O que menos aparece é o discernimento para ser presidente. E, sobre a questão da segurança nacional, bom discernimento será uma necessidade para o próximo presidente ¿ como nos lembrou os eventos na Geórgia, há dez dias.

McCain reforçou sua ameaça em considerar retirar a Rússia do G-8, grupo das nações mais industrializados do mundo e barrar a entrada no país na Organização Mundial do Comércio (OMC). 


Por ELISABETH BUMILLER e JOHN M. BRODER

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