Mariscos não precisam ser evitados nos meses mais quentes

Os fatos: mariscos se tornam tóxicos no final da primavera e no verão?

The New York Times |

Índios americanos foram os primeiros a apresentar esse alerta há séculos aos colonos e hoje o ditado é aplicado nos meses de maio a agosto no hemisfério norte. Mas essa crença pode estar obsoleta.

Mariscos podem ser problemáticos no verão por diversas razões. A primeira tem a ver com a maré vermelha, um amplo florescimento de algas que se amontoam ao longo do litoral, geralmente em climas quentes. Elas podem espalhar toxinas que são absorvidas por ostras, mariscos e mexilhões.

Estudos relacionaram eventos tóxicos a este fenômeno, mas somente quando as pessoas comeram mariscos coletados localmente. A maioria dos mariscos vendidos em restaurantes, supermercados e áreas urbanas é produzida comercialmente e por isso os mariscos estão sujeitos a regulamentações que visam eliminar esses perigos.

Outro problema durante o verão é que nessa época geralmente os mariscos se reproduzem. Como bem sabe qualquer apreciador de ostra, uma ostra fértil se torna desagradavelmente fina, leitosa e mole ¿ longe do ideal. Muitos vendedores evitam esse problema ao importar mariscos de regiões mais frias. As ostras podem ser geneticamente modificadas para que não se reproduzam. Mas apesar de terem o mesmo sabor das suas equivalentes, elas tendem a ter um aspecto diferente.

Finalmente, mariscos podem se deteriorar mais facilmente em um dia quente, quando não acondicionado corretamente. Isso faz com eles fiquem pouco apetitosos, mas não necessariamente tóxicos.

Conclusão: mariscos comercializados em restaurantes e supermercados não têm mais probabilidade de serem tóxicos no verão do que em qualquer outra época.

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