Máquinas futurísticas mudam a cara do comércio

Postos automáticos de venda funcionam com cartão de crédito, reconhecem rugas nos clientes e oferecem de chapinhas a ouro

The New York Times |

Máquinas de venda automáticas em Tóquio têm olhos eletrônicos que avaliam a pele e rugas dos clientes para determinar se são velhos o suficiente para comprar cigarros. Em banheiros de bares luxuosos do Canadá, máquinas automáticas oferecem chapinhas para que as mulheres possam alisar seus cachos.

Em Abu Dhabi, o saguão de entrada de um dos mais caros hotéis da cidade tem uma máquina automática que libera barras e moedas de ouro ao custo de mais de US$ 1 mil a onça (cerca de 29 gramas).

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Mary Beth Polony usa máquina automática para comprar produtos dermatológicos nos EUA

Vistosas e futurísticas, as novas máquinas automáticas estão por toda a parte, seja no hotel Mondrian em Miami ou na loja de departamentos Macy's em Mineápolis.

Elas têm telas que respondem ao toque, aparência externa que brilha, bem como tecnologias destinadas a impedir a frustração de um cliente - sensores que garantem ao usuário que seu cartão de crédito não será cobrado até que ele tenha recebido o produto desejado.

Essas máquinas não funcionam com moedas, afinal, as compras geralmente somam valores que começam com dois dígitos ou mais. Mudar a preferência do consumidor sobre a forma como fazem compras e o alto custo da operação de lojas físicas estão inspirando cada vez mais marcas de luxo a repensar como comercializam suas mercadorias.

"Um ZoomShop custa menos do que um empregado", explicou Gower Smith, dono da ZoomSystems, que criou cerca de mil quiosques automatizados conhecidos como ZoomShops.

Um estudo publicado em 2008 pela NCR Corporation constatou que 86% dos consumidores americanos têm mais propensão a fazer negócios com empresas que oferecem alguma espécie de serviço automatizado. Muitos dos entrevistados para a pesquisa disseram que também têm uma percepção mais positiva de uma marca que oferece tecnologias automatizadas dos seus serviços.

"Sempre ouvimos ao longo do estudo coisas como 'Minha mãe compra no balcão, mas eu prefiro comprar sozinha'", disse Mara Segal, chefe executiva da U(AST)tique, loja que planeja instalar até 20 máquinas automatizadas até o final do ano. "Os consumidores estão evitando o balcão."

As máquinas - que servem de intermediárias entre as antigas lojas e as compras online - não estão sendo instaladas apenas em aeroportos e centros comerciais. Elas se materializaram em supermercados, bases militares, universidades e até mesmo cadeias de lojas.

A economia explica o motivo. Lojas de shoppings faturam US$ 330 por 0,09 metro quadrado, enquanto uma ZoomShop pode faturar entre US$3 mil e US$10 mil por ano, explicou Smith. Em aeroportos, as lojas faturam US$ 1 mil por 0,09 metros quadrados e a ZoomShops entre US$10 mil e US$ 40 mil, ele disse.

A ZoomSystems, com base em San Francisco, cobra uma taxa das empresas para as quais vende produtos nas máquinas que espalha pelo país - o custo do aluguel do espaço está incluído no valor. Os proprietários também recebem uma percentagem das vendas.

* Por Stephanie Rosenbloom

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