Mais seguros, bancos recusam propostas de Obama

Conforme Washington pressiona os bancos para que corrijam suas finanças, as instituições resistem. Encorajados por recentes lucros e decididos a abandonar o controle federal, um crescente número de bancos está resistindo às propostas da gestão Obama para consertar o sistema financeiro. Financiadoras que evitaram o desastre há poucos meses com a ajuda do dinheiro dos contribuintes agora recusam as decisões governamentais.

The New York Times |

Apesar da pressão de reguladores federais, executivos do setor se incomodam com elementos centrais do plano bancário do presidente.

Oficiais da gestão caracterizaram cada parte de sua proposta de três fases como crucial para impulsionar os bancos e recuperar a economia. Mas os banqueiros estão decididos a se libertarem das mãos do governo e temem que Washington irá impor novas restrições a seus negócios.

Citigroup, Bank of America e outros discordam do que ficou conhecido como teste de estresse que são conduzidos por analistas federais para determinar como estas instituições lidariam com uma profunda e prolongada recessão. Os bancos afirmam estar em melhor forma do que as análises iniciais sugerem, apesar de estar claro que inúmeras instituições irão precisar de capital.

Um  plano do Tesouro de eliminar os investimentos ruins dos bancos (um problema aparentemente sem solução) foi recebido tepidamente no setor. Inúmeros grandes bancos declararam não ter intenção de participar do programa.

Grandes bancos estão passando por uma bateria de testes para determinar se irão aguentar a pressão no caso de um pior cenário econômico nos próximos dois anos.

Grandes bancos como Citigroup, Bank of America, PNC Financial e Wells Fargo contrariam os resultados destes testes, que sugerem que alguns bancos podem precisar de capital, de acordo com  pessoas envolvidas na questão.

Os bancos também pressionam os reguladores para que relaxem a agenda para obtenção de capital.


Alguns investidores estão preparados para comprar investimentos ruins dos bancos. O que é menos certo é se os bancos estarão dispostos a vender.

Grandes bancos cujo envolvimento é visto como essencial para o sucesso do plano disseram que não pretendem se envolver. Os executivos temem que qualquer garantia que a Casa Branca possa oferecer pode ir com novas regras impostas por um irritado Congresso, principalmente sobre o pagamento de salários.


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