Maioria dos americanos não lava as mãos depois de usar o banheiro

Estudo da Sociedade Americana de Microbiologia revela que hábito é comum entre os homens, em algumas cidades dos EUA

New York Times |

A próxima vez que um homem lhe oferecer um cachorro quente depois de ir ao banheiro em um jogo de beisebol do Atlanta Braves, tenha cuidado: existe uma boa chance de ele não ter lavado as mãos, de acordo com um relatório divulgado na segunda-feira por um grupo que envia espiões a banheiros públicos em nome da ciência.

Apenas cerca de dois terços dos homens observados lavaram as mãos após usar o banheiro no Turner Field – a menor taxa dentre qualquer um dos locais citados no estudo de observação e pesquisa sobre os hábitos dos americanos de lavar as mãos. O estudo, realizado em intervalos de alguns anos, foi lançado pela Sociedade Americana de Microbiologia e pelo Instituto Americano de Limpeza em uma conferência de Microbiologia em Boston.

Alguns pesquisados foram questionados sobre seus hábitos de lavagem das mãos em entrevistas por telefone, outros foram acompanhados por observadores à paisana em banheiros públicos. Parte do que os analisadores testemunharam na pia foi algo, digamos, sujo. Considere o seguinte: 20% das pessoas que utilizam os banheiros da Estação Pennsylvania e Terminal Grand Central em Nova York não lavam as mãos.

Os observadores da Harris Interactive ficaram nos banheiros fingindo arrumar os cabelos ou passar maquiagem, disse Brian Sansoni, porta-voz do Instituto Americano de Limpeza, um grupo comercial para os produtores de produtos de limpeza.

"Depois que as pessoas iam ao banheiro, o observador verificava se elas realmente lavavam as mãos", disse Sansoni.

As mulheres tendiam a ser mais responsáveis do que os homens – entre as torcedoras do Braves, 98% das mulheres observadas lavaram as mãos antes de sair do banheiro.

Os observadores informaram que 85% dos homens e das mulheres observados em locais públicos em Atlanta, Chicago, Nova York e São Francisco lavaram as mãos depois de usar um banheiro público. (Curiosamente, na pesquisa por telefone 96% das pessoas disseram que sempre lavam as mãos depois de usar um banheiro público.)

A lavagem das mãos cai para 89% para aqueles que utilizam instalações domésticas, de acordo com a pesquisa por telefone.

As pessoas que usam banheiros públicos em Chicago e São Francisco foram as que lavaram as mãos com maior frequência, de acordo com as observações, com 89% dos adultos adotando a prática de higiene.

Os números gerais são os mais elevados já registrados desde que o estudo começou em 1996, disse Barbara Hyde, porta-voz da Sociedade Americana de Microbiologia. A ameaça da gripe H1N1 no ano passado mostrou a importância de lavarmos as mãos, ela disse.

"A mensagem está sendo compreendida e eu acho que as pessoas estão respondendo a ela", disse Hyde. "Nós vivemos uma pandemia de gripe e isso é em parte responsável pela mudança de comportamento".

Quanto aos fãs de esportes, segundo MSansoni, eles "podem estar com pressa para voltar ao jogo". Ele observou que o percentual de homens que lava as mãos no estádio Turner, embora menor no relatório, apresentou uma melhora desde o último levantamento, em 2007.

* Por Katie Zezima

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