Lista de perdão surpreende pela ausência do nome de Scooter Libby

WASHINGTON - O fato mais notável da lista de centenas de aplicações formais do Departamento de Justiça para que o presidente Bush seja clemente e conceda seu perdão antes de deixar o gabinete pode ser um nome que não está lá.

The New York Times |

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I. Lewis Libby Jr., ex-chefe de equipe do vice-presidente Dick Cheney, não tentou conseguir o perdão, disseram oficiais do Departamento de Justiça. Libby foi condenado em março de 2007 em quatro instâncias por sua participação no vazamento de informações sobre o papel de Valerie Wilson na Agência Central de Inteligência, a CIA.

Libby, conhecido como Scooter, estava no topo das listas especulativas que acompanham a temporada de festas, especialmente no último ano da presidência, para receber a clemência da Casa Branca, que pode vir na forma de um perdão ou da diminuição da sentença. Mas Bush já usou sua autoridade constitucional em julho de 2007 para mudar a sentença de Libby, evitando os 30 meses de prisão impostos pelo juiz, mas deixando intactas a condenação de outras penalidades, como uma multa de US$250,000.

A condenação significa que Libby não pode praticar o direito, porque teve sua afiliação à organização de advogados revogada. Muitos de seus amigos esperavam que ele receberia um perdão além de mudança de sua sentença, não apenas para permitir que ele praticasse o direito mas também para limpar seu nome do que consideram uma injustiça. Libby não foi condenado por revelar o nome de Wilson, mas por obstruir a justiça e mentir para o júri e agentes do FBI, que investigavam o vazamento de informações sobre sua identidade.

Ele se tornou o oficial de mais alto escalão da Casa Branca a cometer um ato criminoso de alta traição desde o escândalo de Watergate da gestão Nixon.

Desde sua condenação, Libby passou seus dias como consultor sênior do Instituto Hudson em Washington, uma organização de pesquisa.

Oficiais da companhia não revelaram o salário de Libby, que está sendo ajudado por amigos e defensores. Libby se recusou a comentar o assunto.

Por NEIL A. LEWIS


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