Líderes mundiais oferecem conselhos a Obama

WASHINGTON - Os russos querem que ele adie a instalação de mísseis de um escudo de defesa na Polônia. Os europeus querem que ele renuncie à ideia de mudança de regime para o Irã, enquanto os israelenses querem garantir que ele não dê oportunidades nucleares a este país.

The New York Times |

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O Taleban emitiu uma declaração nesta semana pedindo que ele "finalize todas as políticas adotadas pelo partido de sua oposição, os republicanos, e retire as tropas americanas do Afeganistão e Iraque".

Há inúmero conselhos para o presidente eleito Barack Obama. Os telefonemas de governos estrangeiros começaram poucos minutos depois de sua eleição no dia 4 de novembro e, segundo seus assessores, não pararam mais.

Ainda que os primeiros telefonemas entre Obama e líderes estrangeiros tenham se limitado a promessas de cooperação futura e convites para visitas, estes líderes e seus assessores também contactaram os assessores do presidente eleito e seus indicados com sugestões sobre como a gestão Obama deve conduzir, e mudar, a política externa americana.

AP
Após vencer eleições históricas nos EUA, Obama recebe conselhgos de todas as partes

Também há sinais de que alguns governos estrangeiros tentam mudar o campo de jogo antes mesmo da posse de Obama. Somente na quarta-feira, a Coreia do Norte disse que não permitirá que inspetores internacionais colham amostras do solo e lixo nuclear de seu principal complexo; o Irã testou com sucesso um novo míssil e longo alcance que diz ser capaz de chegar à Europa e a Rússia rejeitou uma proposta americana que buscava acalmar a tensão causada pelo sistema de defesa que será implementado na Polônia e República Tcheca.

Os esforços estrangeiros para conquistar a nova equipe são normais durante a transição presidencial, mas ostensivas neste caso, afirmam os especialistas em política externa, por causa da natureza histórica da eleição de Obama e o curso significativamente diferente que os líderes mundiais esperam que ele adote.

"Nós ouvimos muitas ideias importantes de nossos amigos e aliados", disse Denis McDonough, assessor de política externa de Obama. "Nós consideramos todas as opiniões numa tentativa de sermos um parceiro que ouve, conforme o presidente eleito modela sua agenda para avançar os interesses dos Estados Unidos a partir do seu primeiro dia no cargo". Mas até a posse, McDonough afirmou, a equipe de Obama não fará nada além de ouvir.

Por HELENE COOPER

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