Líderes da América Latina querem redefinir relação com Estados Unidos

RIO DE JANEIRO ¿ Há quatro anos, quando o presidente George W. Bush viajou à Argentina para se unir com líderes latino-americanos, manifestantes quebraram janelas, saquearam lojas e fizeram slogans anti-Bush.

The New York Times |

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, convidou 25 mil pessoas a irem a um estádio de futebol para protestar contra as políticas de livre comércio dos Estados Unidos.

O auge do encontro foi apontado como um fiasco para Bush e um declínio nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina.

Agora, o presidente Barack Obama viaja a Trinidad e Tobago, para a 5ª Cúpula das Américas, que ocorre neste fim de semana. Ele tem a chance de acabar com as lembranças do último encontro e se reunir com a América Latina, uma região que se manteve distante do conflito no Iraque durante os anos de Bush.

Mas os líderes latino-americanos estão buscando mais do que se reunir. Eles querem redefinir a relação entre os países.

Eu pedirei aos Estados Unidos para ter uma visão diferente da América Latina, disse Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, no mês passado antes do encontro com Obama em Washington. Somos democráticos, um continente pacífico e os Estados Unidos devem olhar para a região de uma maneira desenvolvida e produtiva, não pensar apenas no tráfico de drogas ou no crime organizado.

Líderes de 34 países com governos eleitos democraticamente formam a Cúpula das Américas. Eles esperam pressionar Obama em questões que incluem a economia mundial e as políticas dos Estados Unidos sobre Cuba e as drogas.


Por ALEXEI BARRIONUEVO


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