Líder da equipe de busca por um vice-presidente para Obama pede demissão

CHICAGO - James A. Johnson, o conhecedor de Washington que o senador Barack Obama colocou na liderança de sua equipe de busca por um vice-presidente, pediu demissão subitamente na quarta-feira para tentar silenciar um crescente furor sobre suas atividades profissionais.

The New York Times |

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  • A partida de Johnson priva Obama de décadas de experiência e acesso à poderosa elite de Washington. Johnson tem participado da cena política e legal da capital há três décadas e liderou a equipe de busca por um vice-presidente para o senador John Kerry, o indicado presidencial democrata em 2004.

    Sua demissão, no começo de uma disputa eleitoral em que os candidatos prometeram manter a campanha limpa, acontece depois de dias de intenso escrutínio da mídia e ataques do senador John McCain e de autoridades do partido republicano aos financiamentos que Johnson, ex-líder executivo da Fannie Mae, recebeu em termos de favorecimento da Countrywide Financial, uma companhia que representou um papel central na crise imobiliária norte-americana. Johnson também enfrenta questões sobre seu papel em comitês de compensação que forneceram grandes pagamentos a executivos de corporações.

    Sua partida também ressalta a dificuldade da campanha de Obama em tentar viver suas promessas de permanecer independente dos interesses que povoam Washington.

    Em uma declaração emitida por seu comitê de campanha em Chicago, Obama disse na quarta-feira a tarde que "Jim não queria distrair a atenção da importante tarefa de reunir informações sobre meu indicado a vide-presidência, então ele tomou a decisão de deixar o cargo e eu aceitei".

    Na quinta-feira passada, Obama defendeu Johnson dizendo que ele tinha um papel "tangencial" e que a campanha não contrataria pessoas para, como Obama disse, "vetar os vetadores".

    Mas as dúvidas sobre Johnson aumentaram e Obama sentiu que teria que tomar uma atitude rapidamente para livrar a campanha de um homem que se tornou símbolo dos negócios de Washington que Obama condena, disseram seus assistentes.

    A controvérsia é o último exemplo de demonização dos chamados conhecedores de Washington, que lucram com o sistema político e ao mesmo tempo levam experiência insubstituível a ele.

    Johnson disse que está deixando a campanha não porque tenha feito algo errado mas para salvar Obama de uma situação difícil.

    "Eu acredito que a candidatura de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos é o fato mais interessante e importante da minha vida", ele disse. "Eu não sonharia em fazer parte de algo que distraia a atenção desse momento histórico".

    A decisão em deixar o cargo foi de Johnson, disseram representantes do comitê de campanha, mas os conselheiros acreditam que essa era a única forma de acabar com a controvérsia.

    Por OHN M. BRODER e LESLIE WAYNE

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