Lésbicas sofrem mais ao ter que esconder opção sexual no exército americano

WASHINGTON - O Exército e a Força Aérea dispensaram um número desproporcional de mulheres em 2007 sob a política não pergunte, não diga que proíbe que os homossexuais declarem sua opção ao servir as forças militares, de acordo com estatísticas do Pentágono.

The New York Times |

Ainda que as mulheres representem apenas 14% do pessoal do Exército, 46% das pessoas dispensadas de acordo com a política no ano passado eram do sexo feminino. Da mesma forma, elas representam 20% da equipe e 49% dos dispensados por não respeitar a política da Força Aérea em 2007.

Em comparação a 2006, cerca de 35% das dispensas do Exército e 36% da Força Aérea eram mulheres, de acordo com as estatísticas.

A informação foi reunida pelo Ato de Liberdade de Informação requisitado pela Rede de Defesa Legal dos Membros do Serviço Militar, a organização de defesa da política.

"As mulheres representam 15% das Forças Armadas, então saber que são quase 50% das dispensas de acordo com a política 'não pergunte, não diga' é chocante", disse Aubrey Sarvis, diretora executiva da organização. "As mulheres foram pegas na rede dessa lei contra-produtiva".

A organização reuniu estatísticas por gênero sobre sobre as dispensas, mas não realizou nenhuma entrevista formal, então não pôde oferecer razões confirmáveis do aumento na dispensa de mulheres de acordo com a política.

O Pentágono publicou recentemente o número de dispensas sob a política em 2007, sem informar as diferenças entre os sexos.

Em geral, o número de gays e lésbicas dispensados das forças militares em 2007 subiu para 627 de 612 um ano antes, de acordo com as estatísticas.

Esses números representam uma queda de 50% de um pico em 2001, antes das guerras no Iraque e Afeganistão.

Apesar da exigência das forças armadas por causa das duas guerras, o Pentágono não defende uma mudança na política, dizendo que depende do Congresso decidir se a lei deve ou não ser alterada.

Em novembro foi o 14º aniversário da lei que permite que gays e lésbicas sirvam as forças militares, mas apenas se mantiverem sua orientação sexual em segredo.

Grupos de defesa afirmam que mais de 65,000 gays e lésbicas servem as forças militares norte-americanas e que há mais de 1 milhão de veteranos homossexuais.

As autoridades do Pentágono não souberam explicar a diferença nos números de mulheres dispensadas do serviço sob a política.

Leia mais sobre: homossexualismo

    Leia tudo sobre: homossexualismo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG