Legado das fitas cassete chega ao derradeiro fim no mercado americano

Um funeral nos escritórios da editora Hachette em Manhattan marcou a passagem de uma querida amiga. Assim uma uma tecnologia morreu definitivamente, foi o adeus final à fita cassete.

The New York Times |

A fita cassete foi abandonada há muito pela indústria musical, mas sobrevivia entre as editoras de livros-aúdio. Muitas pessoas preferiam as fitas porque elas eram mais fáceis de retomar do mesmo ponto ou voltar caso se perdesse uma frase.

No entanto, para a Hachette a demanda havia caído tanto que a editora decidiu lançar seu último livro-aúdio em cassete em junho: "Sail", um romance de James Patterson e Howard Roughan.

O funeral na Hachette (uma festa do departamento de livros-áudio) espelha o amplo fim do uso das fitas que deram aos discos de vinil um sinal de que o fim estava próximo antes mesmo do surgimento do CD. (O CD também está em rápido declínio graças às lojas virtuais de música.)

As fitas permaneceram no cenário por algum tempo, em parte por seu uso na gravação de conversas ou na criação de seleções com suas músicas favoritas. Mas as vendas de toca-fitas portáveis, que chegou ao auge em 1994 com 18 milhões, caiu para 480 mil em 2007, de acordo com a Associação do Consumidor de Eletrônicos.

As fitas cassete decolaram em 1979, ano em que um novo e radical aparelho chegou aos mercados: o Walkman da Sony. O peso do primeiro Walkman (pouco menor que um tijolo) é cômico em comparação ao padrão iPod de hoje, mas durante a gestão Carter parecia muito leve e pequeno.

Atualmente, ouvir música em fitas é uma atividade moribunda. Nenhum dos álbuns que atingiram a lista dos 10 melhores da Billboard foi lançado em fita cassete, apesar de metade deles ter chego às lojas em vinil, formato que passa por um ressurgimento. No ano passado, apenas 400 mil fitas foram vendidas, representando um décimo de 1% de todas as vendas de música física ou digital, de acordo com a Associação da Indústria de Gravadoras da América. Em 1997, o número chegava a 173 milhões.

"Eu não esperaria um renascimento das fitas como vemos no mercado dos discos de vinil", disse Shawn DuBravac, economista da associação. Enquanto os discos de vinil são artefatos de colecionador para seus devotos, as fitas de cassete não representam tamanho apelo.

Por ANDREW ADAM NEWMAN

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