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Jordaniano que atacou CIA era considerado agente promissor

WASHINGTON ¿ Antes de lançar um ataque suicida no Afeganistão na semana passada, um militante jordaniano era considerado pelas agências de espionagem dos EUA como o informante com perspectivas mais promissores de conseguir informações sobre o paradeiro dos principais líderes da Al-Qaeda, incluindo o número 2 da rede terrorista, Ayman al-Zawahri.

The New York Times |

Autoridades de inteligência americanas disseram na terça-feira que tinham tanta expectativa sobre quais informações o jordaniano poderia trazer em um encontro com agentes da CIA no dia 30 em uma base remota da CIA em Khost, que altos funcionários na agência e a Casa Branca haviam sido informados de que a reunião ocorreria.

Em vez disso, a descoberta de que o homem, Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi - também conhecido como Humam Khalil Mohammed -, era um agente duplo e a morte de sete agentes da CIA na explosão foram uma grande derrota para a agência de espionagem, que vem encontrando dificuldades para compilar mesmo as informações de inteligência mais efêmeras sobre o paradeiro do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, e Zawahri.

Novos detalhes sobre o ataque de Khost surgiram na terça-feira, quando o governo Obama tomou medidas para fortalecer as medidas de segurança depois das falhas de inteligência para detectar uma conspiração para um ataque contra um avião americano no dia 25. Os dois episódios expõem os problemas que os EUA ainda enfrentam em entender as intenções da Al-Qaeda e de seus operativos.

Com o agente duplo da Jordânia, os funcionários de inteligência dos EUA foram exageradamente otimistas sobre alguém que esperavam que poderia ajudá-los a penetrar no centro de liderança da Al-Qaeda. No outro caso, as agências de espionagem foram muito desleixadas para relacionar as informações sobre um jovem nigeriano acusado de tentar explodir um avião que se preparava para pousar Detroit.

Durante meses, o militante jordaniano vinha fornecendo várias informações sobre operativos da Al-Qaeda de baixa hierarquia para seu supervisor jordaniano, Sharif Ali bin Zeid, para estabelecer sua credibilidade e aparentemente conseguir um encontro com agentes da CIA no Afeganistão.

Ele forneceu informações que se confirmaram sobre pessoas na Al-Qaeda as quais tinha acesso", disse um funcionário de inteligência sob condição de anonimato. "Esse era um dos esforços mais promissores da agência CIA)."

Balawi provou ser um dos agentes duplos mais estranhos da história da espionagem, escolhendo matar seus contatos americanos no seu primeiro encontro, em vez de estabelecer encontros regulares para descobrir o que a CIA sabia - ou não - sobre a Al-Qaeda para informar aos líderes da organização.

Por um período, o jordaniano ficou preso na Jordânia pelas opiniões radicais e antiocidentais que expôs na internet, mas operativos jordanianos acreditaram que haviam cooptado Balawi, um médico de 32 anos, para seu lado.

No passado, contou um ex-agente da CIA, o serviço de espionagem da Jordânia pressionava recrutas potenciais sugerindo que a segurança de suas famílias dependia de sua cooperação. Funcionários americanos não esclareceram na terça-feira se Balawi foi coagido a espionar para os jordanianos.

A CIA estava tão otimista com o potencial de Balawi como informante, que enviou seu segundo principal agente no Afeganistão para Khost para encontrá-lo.

A agência enfrenta críticas pelos lapsos de segurança que permitiram que o jordaniano detonasse um cinturão com explosivos no meio da Base Chapman. Aparentemente ele não foi revistado na entrada do local, reconheceram funcionários de inteligência dos EUA.

A operação fracassada com o agente jordaniana surge em meio às novas críticas sobre a qualidade da informação que a inteligência vem coletando no Afeganistão.

Na segunda-feira,On Monday, o principal funcionário de inteligência dos EUA no Afeganistão, Michael T. Flynn, publicou um relatório caracterizando essa informação de "apenas marginalmente relevante" para os esforços de contrainsurgência e pouco útil para os analistas trabalhando em Washington e Cabul.

O general ordenou o aprimoramento do aparato de segurança do comando militar dos EUA no país. De sua parte, a CIA está expandindo sua rede de bases no sul e leste do país, e espera expandir em 25% o número de seus agentes nos próximos 18 meses.

- Mark Mazzetti

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