Iraque se prepara para eleições provincianas com mais liberdade

BAGDÁ - As eleições provincianas do Iraque, que acontecerão no dia 31 de janeiro, serão as primeiras nas quais o governo permitiu o uso de nomes dos candidatos, ao invés de apenas suas afiliações políticas, nas cédulas.

The New York Times |

Será também a primeira vez que um grande número de candidatos decidiu que o Iraque está seguro o suficiente para que possam fazer campanhas publicamente e colocar seus rostos em pôsteres e banners por toda a cidade. Cada centímetro quadrado dos muros do país tem um rosto.

As eleições fazem parte de uma série de pleitos marcados para o Iraque este ano, que incluem eleições parlamentares e um referendo sobre a retirada das tropas americanas. Em conjunto, eles esperam modelar o futuro político do Iraque que sai de um período de violência sectária e continua a debater questões básicas como se será uma nação única ou diversas.

As eleições provincianas também acontecem no momento em que inúmeras tropas estrangeiras, principalmente da Grã-Bretanha e Estados Unidos, deixam o país. Os Estados Unidos concordaram em retirar suas tropas de combate do país, que agora somam 145,000, de cidades urbanas até o dia 30 de junho, e do país até o final de 2011.

Conselhos provincianos são semelhantes aos senados estaduais americanos e a eleição para eles deve corrigir a falta de representação em governos locais entre os árabes sunitas, principalmente em regiões onde houve grande violência insurgente e sectária, como nas províncias de Bagdá, Anbar, Diyala e Nineveh. Os árabes sunitas foram boicotados nas eleições provincianas de 2005.

No entanto, há temores de que as eleições possam gerar uma nova onda de conflitos. Pelo menos um candidato foi assassinado por rivais políticos e muitos da oposição foram presos, diversos dos quais estão sob investigação por acusações de terrorismo em Diyala.

As eleições provincianas podem também se mostrar um referendo aos partidos religiosos que dominaram a política iraquiana nos últimos anos, incluindo o partido islâmico Dawa do primeiro-ministro Nouri Kamal Al-Maliki.

O governo buscou limitar a influência da religião nas eleições provincianas ao proibir discursos políticos em mesquitas e outros lugares de adoração, além do uso de figuras religiosas em propagandas (estratégias que os partidos religiosos usavam para melhorar seu sucesso nas urnas).

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