Iraque quer referendo sobre pacto de segurança com EUA

BAGDÁ - O governo iraquiano deve manter os planos de realizar um referendo nacional sobre o acordo de segurança entre Iraque e Estados Unidos - uma medida que pode ser prejudicada caso submetida ao voto popular, o que fará com que as tropas americanas tenham que partir no próximo verão, ou cerca de um ano e meio antes do planejado.

The New York Times |

Sob o plano de segurança definido pelos dois governos no ano passado, as tropas de combate americanas precisam deixar as cidades até o final deste mês e o país até o dia 31 de dezembro de 2011.

A aprovação do acordo dependeu da implementação de outras medidas, como a lei que exige um referendo sobre o acordo. Se o povo iraquiano não aprovar o pacto de segurança, os militares americanos terão que retirar todas as tropas em um ano da data do referendo, que pode acontecer neste verão.

Diplomatas americanos silenciosamente pedem que o governo não realize o referendo, mas até o momento os políticos iraquianos decidiram ir adiante principalmente para evitar protecionismo aos americanos em ano de eleição.

Ainda há chance de que o referendo possa ser adiado, especialmente, como geralmente acontece, se o Parlamento iraquiano tiver problemas em realizar o projeto para o referendo.

Talvez em deferência às preocupações americanas, o gabinete emitiu uma declaração na terça-feira dizendo que espera atrasar o voto por pelo menos seis meses para que possa acontecer ao mesmo tempo que as eleições nacionais de janeiro "para economizar dinheiro e tempo".

Mas legisladores sênior parecem pensar que uma mudança na data é improvável.

"A data foi essencial para o acordo de segurança", disse Ali Adeeb, membro do Partido Dawa, liderado pelo primeiro-ministro Nouri Kamal Al-Maliki.

O orador do Parlamento, Ayaed Al-Sammaraie, legislador sunita do Partido Islâmico Iraquiano, tem a mesma opinião. "Ninguém pode dizer que não quer um referendo, essa é a lei", afirmou Al-Sammaraie.

O referendo foi pouco mencionado, mas é um potencial perigo que foi aprovado ao mesmo tempo que o acordo de segurança para apaziguar as facções políticas que não queriam carregar a acusação de que votaram em uma medida que permite que os soldados americanos permaneçam no Iraque até 2012.

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