Investigadores tentam determinar papel do piloto automático na queda de avião em Buffalo

AMHERST, Nova York - O avião que caiu na quinta-feira matando 50 pessoas fez um voo tranquilo, até os 26 segundos finais, quando repentinamente passou a agir de maneira errática e caiu sobre uma casa perto do aeroporto de Buffalo, afirmou o Conselho Nacional de Segurança no Transporte no domingo.

The New York Times |

O avião estava a cerca de seis milhas da pista quando começou a oscilar dramaticamente, pressionando os passageiros sobre seus assentos com o dobro da força normal da gravidade, e estava a apenas 488 metros do chão, baixo demais e possivelmente devagar demais para recuperar o controle, de acordo com investigações preliminares.

Gelo no parabrisas e na parte fronteira das asas, que foi reportado pela equipe de bordo, pode ter sido um dos fatores mas isso ainda está longe de ser comprovado.

O voo 3407 da Continental Connection, que saiu do aeroporto internacional Newark Liberty, caiu sobre uma casa em Clarence Center, Nova York, matando todas as 49 pessoas a bordo e um homem dentro da casa.

Uma análise da gravação de voz do cockpit e informações do avião, um bimotor de turbina turbo Bombardier Dash 8 Q400, mostra que 26 segundos antes das gravações serem inerrompidas pela colisão, um sinal alertou a equipe da cabine que o avião poderia perder empuxo e cair, por isso um sistema automático tentou empurrar o nariz para baixo para recuperar a velocidade.

Steven Chealander, membro do conselho de segurança responsável pela investigação, também disse que a equipe havia ligado o sofisticado sistema de degelo pouco depois de sair de Newark, muito antes da queda. Tais sistemas podem não funcionar quando ligados tarde demais, mas este não parece ter sido o caso.

Além disso, as condições meteorológicas, como descritas a equipe antes da decolagem e discutidas pelo piloto e copiloto durante o voo, não pareciam atípicas para uma noite de inverno na região de Buffalo. "Não sabemos se houve grave congelamento", disse Chealander.

A queda do voo 3407 reascendeu o debate sobre o uso do piloto automático. O conselho de segurança, depois de um acidente em 1994, afirmou que o uso do piloto automático em condições de gelo pode mascarar o problema. O avião pode percorrer o caminho desejado sem demonstrar que os controles estão se tornando difíceis de manusear, o que é um sinal de congelamento. Um humano no controle perceberia tais efeitos.

A equipe do Continental Connection usou o piloto automático até que ele se auto desligou, cerca de 26 segundos antes do impacto.

- MATTHEW L. WALD

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