Investigações sobre era Bush podem distrair agenda nacional de Obama

O presidente Barack Obama enfrenta novas pressões para mudar de posição e investigar programas de segurança da era Bush, apesar dos riscos políticos.

The New York Times |


Líderes democratas exigiram no domingo que investigações sejam realizadas a respeito de programas antiterrorismo confidenciais, mantidos em segredo por ordem do ex-vice-presidente Dick Cheney.

A senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia, que é presidente do Comitê de Inteligência do Senado, afirmou na Fox News no domingo que esse é um "grande problema". O senador Richard J. Durbin, democrata de Illinois, no programa "This Week" da rede ABC, disse que o sigilo "pode ser ilegal" e exigiu uma investigação.

Em outra questão, Obama disse no final de semana que pediu a sua equipe que verifique a base de uma reportagem do The New York Times sobre o assassinato em massa de prisioneiros no Afeganistão por forças locais aliadas aos Estados Unidos, quando o regime do Taleban foi derrubado no país.

O procurador geral Eric H. Holder Jr. também está perto de escolher um promotor para investigar se os prisioneiros na campanha contra o terrorismo foram torturados, afirmaram os oficiais no domingo.

Depois de um relatório de cinco inspetores gerais sobre o programa de espionagem doméstica da Agência de Segurança Nacional disseram na sexta-feira que realizaram inúmeros programas de vigilância durante os anos Bush, os democratas querem mais informações.

Com isso o aparato de inteligência encontra confrontos em quatro frontes, o que deve causar distração das prioridades domésticas de Obama (reparar a economia, reformar o sistema de saúde e lidar com problemas de energia e clima a longo prazo), algo que a Casa Branca queria evitar.

Uma série de investigações pode exacerbar as divisões partidárias no Congresso, conforme a gestão Obama tenta aprovar seus ambiciosos planos domésticos e precisa de todo apoio que conseguir.

"Ele quer dominar o debate e quer que o debate gire em torno de sua agenda doméstica - saúde, energia e educação", disse Martha Joynt Kumar, professora de ciência política da Universidade de Towson que estuda a presidência.

Além disso, investigações a esta altura podem fazer com que Obama seja vítima de acusações dos republicanos de que está prejudicando a segurança nacional.

O senador John McCain, republicano do Arizona, disse no programa "Meet the Press" da rede NBC que apesar de sua consternação a respeito dos métodos de interrogatório da CIA, como o afogamento, ele se opõe a uma investigação criminal sobre a tortura, que segundo ele "prejudicaria nossa imagem em todo o mundo".

"Eu concordo com o presidente dos Estados Unidos, é tempo de seguir adiante e não de voltar atrás", disse McCain.

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