¿Intervenção¿: eles bebem, se drogam e você está lá

Realities show, entre suas atrações e maldições, nos dão uma maneira totalmente diferente de dividir o mundo, e aposto que as pessoas assistindo ¿Os melhores cachorros americanos¿ não são as mesmas que assistem ¿Intervenção¿.

The New York Times |

Atualmente em sua quinta temporada, Intervenção, (às quartas no canal da televisão paga A&E), fala para usuários de drogas, alcoólatras e toda uma variedade de viciados que eles estão sendo filmados para um documentário sobre vícios quando, na verdade, suas famílias estão se preparando para confrontá-los em uma suíte de hotel para serem rígidos com seu bem-estar. Normalmente, os últimos 25 minutos de cada episódio são dedicados à intervenção em si, sempre guiada por um conselheiro profissional.

Dos 102 viciados apresentados no programa, somente 2 cortaram suas importantes relações pessoais e recusaram tratamento. (Um deles concordou em ir para uma clínica de reabilitação um mês depois).

Intervention se tornou o maior programa do A&E. Recentemente foi nomeado para seu primeiro prêmio Emmy, por excelente série de reality show, e não há dúvida de que ele se destaca. Nada na televisão se compara com seu diferente cálculo de exploração e boa vontade. As câmeras filmam os viciados enquanto eles injetam, fumam, pedem por dinheiro e conseguem a droga.

Nessa temporada vimos Charles, um viciado em heroína que destruiu todas as suas veias, tentou se injetar intramuscularmente, atrás de seu quadril, como se fosse uma mulher de 40 anos administrando seus remédios para fertilidade. Charles tinha as mãos imundas. Intervenção gosta de lembrá-lo que higiene pessoal é um dos pontos-fracos dos viciados; cenas mostram unhas que parecem que passaram um ano no carvão entre agulhas e garrafas vazias de vodka.

Histórias tristes

A fórmula usada pelo programa foi feita para sustentar um dos principais princípios do movimento de recuperação: que todo viciado realmente é a mesma alma triste ¿ fumando, injetando e bebendo para preencher um buraco destruidor. Quase nenhum episódio de Intervenção acontece sem uma montagem de fotos dos viciados em épocas mais felizes, a infância passada com o cabelo sempre cortado, andando de bicicleta, indo à praia, tocando a flauta. E mesmo assim todos os detalhes do vício são, de diversas maneiras, horríveis.

Molestada quando criança, Allison nunca foi bem na escola até que seu namorado a apresentou aos inalantes durante seu primeiro ano na Universidade de Boston. Quando o programa a filmou alguns anos depois, ela passava quase todo momento baforando em garrafas de removedor de poeira de computador. Ela comprava 10 por dia, da mesma loja, que a deixavam falando e parecendo como uma versão grosseira de uma das bruxas de MacBeth.

Esse episódio foi um dos mais impressionantes da televisão em sabe-se lá quanto tempo. Mas mesmo quando o Intervenção se foca mais no convencional ¿ bebida ¿ os resultados nunca foram leves.

A temporada começou no Havaí com Dan, que acordava às 4 da manhã e abria uma cerveja à caminho do banho. Durante um período ele melhorou, disse sua mulher, Lisa: ele estava meio que controlando, escolhendo uma long neck ao invés de uma caixa com 12 latas. Então pensei comigo mesma, ele está indo tão bem.

O programa sabe quem, no final, vai bem e quem não consegue. Os produtores permanecem em contato com os viciados, conselheiros e parentes para ver quem recaiu e quem se manteve no caminho certo. Em um episódio de acompanhamento na temporada passada, Ryan, da anterior, não teve sucesso no tratamento e foi espancado enquanto comprava heroína em Los Angeles.

De acordo com o programa, 75% dos viciados permaneceram sóbrios depois que a série começou há quatro anos. Intervenção é violento, às vezes sensacional e um pouco louco.

- Ginia Bellafante

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