Intérpretes iraquianos ganham novos aliados no pedido de visto para os EUA

Quando o tenente coronel Michael Zacchea deixou o Iraque em 2005, ele estava cansado. Sua missão de um ano treinando um batalhão do exército local o deixou ferido e emocionalmente exausto e ele estava feliz em seguir adiante. Mas deixar o Iraque significava deixar Jack, seu intérprete iraquiano, para enfrentar sozinho a insurgência que brutaliza aqueles que colaboram com os americanos.

The New York Times |

Em seu ano juntos os dois, entre outras coisas, impediram uma trama de assassinato e sobreviveram à segunda batalha de Fallujah. Mesmo antes de partir, Zacchea começou a trabalhar para garantir que Jack não seria abandonado.

"Se os insurgentes descobrem seu nome eles não descansam enquanto não te pegam", disse Zacchea.

Levou dois anos para que Jack conseguisse um visto. Ele é um dos poucos intérpretes que sucederam entre os milhares que tentaram.

Para muitos veteranos isso não é aceitável, uma vez que os intérpretes aceitam um enorme risco para ajudar os americanos e Zacchea e outros adotaram a causa..

Ele criaram um rede de ajuda, gastaram inúmeras horas estudando o sistema de imigração que acreditam manter desnecessariamente seus aliados em perigo. Existe uma dívida a ser paga aos iraquianos que ajudam o exército, eles dizem. Para eles isso é uma obrigação moral e pragmática..

"É como uma rede que existe para nos ajudar", disse Paul Rieckhoff, que serviu o exército no Iraque como primeiro tenente entre 2003 e 2004. Rieckhoff agora é diretor executivo da fundação dos veteranos das guerras do Iraque e Afeganistão, que tem mais de 85.000 membros e o website www.iava.org.

Deixar um intérprete para trás, afirma Rieckhoff, é "como deixar um de seus soldados no Iraque e dizer 'Boa Sorte, meu filho'".

O risco assumido pelos intérpretes no Iraque é consideravelmente documentado. Aqueles que trabalham para os americanos são acusados de traição. Suas casas são bombardeadas. Ameaças de morte na forma de balas ensanguentadas são deixadas em suas portas. Seus parentes são seqüestrados e mortos por causa de seu trabalho. Centenas de intérpretes foram mortos.

Mas muitos fazem o trabalho apesar dos perigos e essa dedicação é percebida por muitos soldados americanos.

Quase 2.000 intérpretes no Iraque e Afeganistão aplicaram para o Departamento de Estado por um visto especial de imigrante, que teve início em 2006 como a última chance para aqueles que temem por suas vidas. Até o momento 1.735 casos foram aprovados, apesar de não ser claro quantos destes são intérpretes.

- CONRAD MULCAHY

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