Internet cresce sem perspectiva de lucros em países em desenvolvimento

O Facebook tem crescido muito na Turquia e na Indonésia. A audiência do YouTube quase duplicou na Índia e no Brasil. Isso pode parecer uma boa notícia, mas também é um dos principais motivos pelos quais estas e outras companhias da internet com grandes audiências globais e marcas renomadas lutam para conseguir algum lucro.

The New York Times |

É o chamado Paradoxo Internacional.

Companhias da internet que dependem de propagandas estão passando por um vibrante crescimento em países em desenvolvimento. Mas estes são os lugrares nos quais sua operação pode ser mais cara, uma vez que companhias da web geralmente precisam de mais servidores para disponibilizar conteúdo a uma parte do mundo na qual a banda é limitada. E nestes países, a propaganda online dificilmente é convertida em lucros.

Esta difícil contradição se tornou um problema sério para sites de compartilhamento de fotos, redes sociais e distribuidores de vídeos como o YouTube. Além disso, ameaça um fervente idealismo dos empreendedores da internet, que esperavam unir o mundo em uma única aldeia virtual mas descobriram que o fator econômico desta visão pode não funcionar.

NYT

Local público para acessar a internet por hora

No ano passado, o Veoh, um site de compartilhamento de vídeos operado em San Diego, decidiu bloquear seus serviços na África, Ásia, América Latina e Leste europeu, dizendo não conseguir manter o alto custo das operações nestes locais.

"Eu acredito em comunicações livres e abertas", disse Dmitry Shapiro, chefe executivo da companhia. "Mas estas pessoas estão tão famintas por conteúdo. Elas assistem e assistem e assistem. O problema é que comem banda e isso dificulta que seja possível qualquer lucro".

Empresas de internet que surgiram durante a era Web 2.0, por volta de 2004 até o começo da recessão no final de 2007, geralmente seguiam um mapa amplamente aceito. Construir enormes audiências globais com um serviço gratuito e deixar a propaganda arcar com os custos.

Mas muitos se depararam com a realidade econômica global. Há cerca de 1.6 bilhão pessoas com conexão à internet em todo o mundo, mas pouco menos da metade delas têm rendas que interessam aos anunciadores.

"Este é um problema que toda companhia de internet tem", disse Michelangelo Volpi, chefe executico da Joost, um site de vídeos com metade de sua audiência fora dos Estados Unidos.


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