Inteligentes demais, celulares japoneses buscam espaço em mercado internacional

TÓQUIO - À primeira vista, telefones celulares japoneses são o sonho de qualquer pessoa: prontos para usar a internet e ler e-mails, eles substituem cartões de crédito, cartões de embarque e até mesmo calculadoras do índice de gordura corporal.

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Apesar das inovações, celulares japoneses não conseguem espaço no mercado internacional

Apesar das inovações, celulares japoneses não conseguem
espaço significativo no mercado internacional

Mas é difícil encontrar alguém em Chicago ou Londres usando aparelhos japoneses de marcas como Panasonic, Sharp ou NEC. Apesar de anos investindo em mercados externos, os fabricantes de celulares do Japão têm pouca presença no resto do mundo.

"O Japão está anos à frente em qualquer inovação. Mas não consegue extrair negócios disto", disse Gerhard Fasol, presidente da empresa consultora, Eurotechnology Japan, baseada em Tóquio.

O único fabricante japonês com participação significativa no mercado mundial é a Sony Ericsson e a companhia é um empreendimento entre um fabricante de eletrônicos japonês e uma empresa de telecomunicações sueca, com base em Londres.

A participação de mercado da Sony Ericsson foi de 6.3% no primeiro trimestre de 2009, atrás da Nokia da Finlândia, da Samsung e LG da Coreia do Sul, e da Motorola de Illinois.

A falta de influência global do Japão é ainda mais surpreendente porque seus celulares determinam o ritmo de todas as inovações do setor: utilização para e-mails em 1999, máquina fotográfica em 2000, redes de terceira geração em 2001, download de músicas em 2002, pagamentos eletrônicos em 2004 e televisão digital em 2005.

Na verdade, os fabricantes japoneses pensaram estar posicionados para dominar a era de dados digitais, mas foram inteligentes demais. A indústria se voltou cada vez mais para si mesma. Nos anos 1990, eles fixaram o padrão para a rede de segunda geração que foi rejeita no resto do mundo. Então, o Japão adotou rapidamente o padrão de terceira geração em 2001. O resto do mundo demorou, o que fez dos aparelhos japoneses avançados demais para a maioria dos mercados.

Ao mesmo tempo, o crescimento rápido do mercado de telefonia celular do Japão no final dos anos 1990 e começo dos anos 2000 deram às companhias japonesas um pequeno incentivo para comercializar no exterior. Mas agora que o mercado está encolhendo significativamente, atingido pela recessão e pela crise econômica, os fabricantes venderam 19% a menos de aparelhos em 2008 e esperam transportar menos ainda em 2009.

Inúmeras companhias japonesas estão considerando um avanço nos mercados externos, inclusive a NEC, que abandonou sua tentativa de conquistar mercados internacionais em 2006. Panasonic, Sharp, Toshiba e Fujitsu planejam medidas similares.

"Os fabricantes de celulares japoneses precisam vender no exterior ou abandonar os negócios", disse Kenshi Tazaki, vice-presidente gerente da consultoria Gartner Japan.

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