Índice classifica empresas farmacêuticas por seus esforços em enviar remédios para países pobres

Foi revelado nesta semana um ranking incomum de empresas farmacêuticas. Ele as avalia pela facilidade com que os pacientes de países pobres conseguem suas drogas e vacinas.

The New York Times |

A lista, chamada de Índice de Acesso à Medicina, foi criada para fundos e investidores de responsabilidade social que querem saber como as empresas das quais são ou pensam em ser acionistas estão ajudando pessoas contra o risco da AIDS, tuberculose, malária e outras doenças do terceiro mundo.

Em vez de olharmos a indústria farmacêutica como uma caixa preta,  diz Wim Leereveld, um ex-empreendedor de marketing farmacêutico que criou o índice, isso elevará algumas companhias à condição de belos exemplos a serem seguidos.

A lista, publicada em atmindex.org, avalia as empresas sob critérios como o preço de seus produtos em países pobres, que drogas ou vacinas são enviadas a quais países, se permitem vendas de versões genéricas de suas drogas patenteadas, quanto eles doam e quanta pesquisa elas realizam sobre doenças menosprezadas.

O índice pertence a uma fundação de Haarlem, na Holanda, que vem acumulando os dados por muitos anos. Companhias farmacêuticas foram autorizadas a verificá-los e especialistas independentes examinaram as conclusões, diz Leereveld.

A iniciativa é apoiada pelo Bank Sarasin, a Ethos, a Comissão Central de Finanças da Igreja Metodista e outras instituições que administram investimentos de mais de US$1 trilhão, de acordo com o índice.

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