Foi revelado nesta semana um ranking incomum de empresas farmacêuticas. Ele as avalia pela facilidade com que os pacientes de países pobres conseguem suas drogas e vacinas.

A lista, chamada de Índice de Acesso à Medicina, foi criada para fundos e investidores de responsabilidade social que querem saber como as empresas das quais são ou pensam em ser acionistas estão ajudando pessoas contra o risco da AIDS, tuberculose, malária e outras doenças do terceiro mundo.

Em vez de olharmos a indústria farmacêutica como uma caixa preta,  diz Wim Leereveld, um ex-empreendedor de marketing farmacêutico que criou o índice, isso elevará algumas companhias à condição de belos exemplos a serem seguidos.

A lista, publicada em atmindex.org, avalia as empresas sob critérios como o preço de seus produtos em países pobres, que drogas ou vacinas são enviadas a quais países, se permitem vendas de versões genéricas de suas drogas patenteadas, quanto eles doam e quanta pesquisa elas realizam sobre doenças menosprezadas.

O índice pertence a uma fundação de Haarlem, na Holanda, que vem acumulando os dados por muitos anos. Companhias farmacêuticas foram autorizadas a verificá-los e especialistas independentes examinaram as conclusões, diz Leereveld.

A iniciativa é apoiada pelo Bank Sarasin, a Ethos, a Comissão Central de Finanças da Igreja Metodista e outras instituições que administram investimentos de mais de US$1 trilhão, de acordo com o índice.

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