Índia pede que Google e Facebook censurem conteúdo de usuários

Segundo executivos, pedido do ministro das Telecomunicações é impossível, dado o volume de conteúdo gerado pelos usuários do país

The New York Times |

O governo indiano pediu que empresas de internet e sites de mídia sociais como o Facebook removam conteúdos depreciativos, inflamatórios ou difamatórios produzidos pelos usuários antes mesmo que eles sejam publicados online, segundo três executivos da indústria.

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AP
Ministro das Telecomunicações da Índia, Kapil Sibal, concede uma entrevista coletiva em Nova Délhi

Executivos de alto escalão das unidades indianas do Google, Microsoft, Yahoo e Facebook se encontraram com Kapil Sibal, ministro de Telecomunicações da Índia para discutir sobre o assunto, segundo dois executivos de empresas de internet. Os executivos pediram para não serem identificados por não estarem autorizados a falar com a imprensa sobre o assunto.

Os executivos disseram que os representantes dessas empresas devem ter dito a Sibal na reunião que seu pedido é impossível, dado o volume de conteúdo gerado pelos usuários na Índia. Eles disseram que não poderiam ser responsabilizados por determinar o que é ou não difamatório ou depreciativo.

"Se há uma lei e uma ordem judicial, podemos ver o que fazemos", disse um executivo de uma das empresas que planejava participar da reunião. "Mas essas empresas não podem decidir se algo é legal para ser postado", disse.

Na ocasião, o gabinete de Sibal confirmou que, de fato, ele iria se reunir com provedores de serviços de internet, mas não forneceu mais informações sobre a reunião.

Cerca de seis semanas atrás, Sibal chamou representantes legais dos principais provedores de internet do país e do Facebook em seu escritório em Nova Délhi, informou um dos executivos que sabia da existência da reunião.

Na segunda reunião com os mesmos executivos, no final de novembro, Sibal lhes disse que esperava que eles contratassem pessoas para filtrar o conteúdo, e não que usem tecnologia, disse o executivo.

Os três executivos disseram que Sibal informou às empresas que ele espera que elas criem um sistema de triagem, com membros da equipe à procura de conteúdo censurável e para que ele seja excluído antes mesmo que seja publicado.

Por Heather Timmons

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