Índia descobre suas próprias limitações ao pressionar o Paquistão

NOVA DÉLHI - Mesmo quando as autoridades indianas acusaram o Paquistão de ser o epicentro do terrorismo e que suas ações contra grupos extremistas não são adequadas diante dos ataques realizados a Mumbai no mês passado, elas deixaram de lado a perspectiva de um confronto militar.

The New York Times |

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Ao invés disso, o ministro do exterior Pranab Mukherjee disse a membros do Parlamento que será preciso algum tempo para que a Índia consiga impedir o apoio aos grupos que operam do outro lado da fronteira e que guerra não é uma "solução".

"Nós teremos que enfrentar isso pacientemente", ele disse. "Não temos intenção de sucumbir a provocações".

Suas palavras demonstraram as opções delicadas e de certa forma limitadas da Índia. Caso pretendesse realizar um ataque militar contra o Paquistão, o país perderia o apoio de seus aliados, como os Estados Unidos, que temem que a reação do outro país seria retirar suas tropas da fronteira com o Afeganistão prejudicando estratégias militares no local.

Além disso, a Índia enfrenta um governo civil fraco no Paquistão, que tem pouco poder para combater a poderosa agência de espionagem do país.

As opções da Índia vão de suspender as negociações de paz ao que os analistas chamam de ataques limitados a punir campos de treinamento de terroristas.

O governo de coalizão da Índia, liderado pelo Partido Congresso, está ciente que da revolta pública pela falha de sua gestão em lidar com os alertas da inteligência do país ou impedir os ataques com maior rapidez. Na quinta-feira, o governo revelou uma revisão de seu sistema de segurança nacional. O governo disse que irá criar uma agência de investigação nacional para coordenar várias agências nacionais e estaduais, aumentar a segurança costeira e modernizar as forças policiais.

Terror em Mumbai

Os atiradores que realizaram os ataques de três dias a Mumbai, a capital financeira da Índia, matou 171 pessoas. Nove dos atiradores foram mortos e um preso. A polícia de Mumbai disse que todos os terroristas eram cidadãos paquistaneses que viajaram pelo mar Árabe até Mumbai, antiga Bombaim. Acredita-se que eles pertenciam ao grupo Lashkar-e-Taiba, que é oficialmente proibido no Paquistão.

Esta semana, em resposta aos apelos da Índia e Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU declarou que a instituição beneficente Jamaat-ud-Dawa era uma fachada para as ações do Lashkar-e-Taiba e estava sujeita às sanções da união, inclusive o congelamento de bens e a proibição de viagens para seus líderes.

Por SOMINI SENGUPTA

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