Incêndio na vegetação impediu resgate das vítimas do acidente aéreo em Madri

MADRI ¿ Um enorme incêndio na vegetação causado pelo combustível do avião impediu centenas de funcionários do resgate de alcançarem os mais de 150 passageiros do avião que saiu da pista de decolagem na quarta-feira, disseram autoridades.

The New York Times |

EFE
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Fumaça do incêndio pôde ser vista à distância

Dos 172 passageiros e tripulantes, somente 19 sobreviveram ao acidente e ao fogo, uma das vítimas morreu durante a noite. Na quinta-feira, bandeiras estavam a meio-mastro, o primeiro-ministro voltou de suas férias e o rei e a rainha se uniram aos familiares em luto pelos 153 mortos em um necrotério temporário.

O avião, um MD-82 produzido por uma empresa que se tornou uma subsidiária da Boeing, errou na decolagem, desviou para a direita e explodiu em uma bola de fogo logo depois da pista 36.

O local estava fora de limites para jornalistas e não era visível na quinta-feira, mas imagens de jornais e televisão mostraram uma área carbonizada do tamanho de dois campos de futebol ao redor dos escombros. As duas caixas-pretas foram recuperadas, apesar de uma ter ficado danificada, disse Javier Mendoza, chefe de operações da companhia, a Spanair.

Funcionários da Spanair confirmaram, na quinta-feira, que o avião havia tentado decolar quase duas horas antes do acidente, mas a decolagem foi abortada pelo piloto.

Na segunda, e fatal, decolagem, testemunhas disseram à imprensa espanhola que eles viram um dos motores do avião em chamas e acharam que o combustível armazenado em suas asas para o vôo às Ilhas Canárias incendiou com a força do impacto que dividiu o corpo do avião em pedaços.

O serviço de bombeiros do aeroporto chegou aos destroços em minutos, disse uma funcionária da emergência, Pilar Fernandez.

Reuters

Corpos das vítimas do acidente aéreo são armazenadas em galpão

As ambulâncias continuaram a chegar, ela disse, e, ao todo, mil funcionários do resgate e emergência chegaram ao local.

Mas os primeiros bombeiros tiveram que lutar contra um incêndio na vegetação que engolfou a mata seca ao redor do avião. Foi brutal, disse Antonio Burgueno, diretor do hospital La Paz, um dos seis cuidando das vítimas.

Quando perguntados como alguns sobreviventes conseguiram escapar das queimaduras de terceiro grau que deixaram outros lutando pelas suas vidas, eles disseram que deviam sua sobrevivência ao lugar onde estavam sentados no avião quando o mesmo atingiu o chão. Aqueles jogados da fuselagem quando o avião se rompeu se feriram, mas não tiveram queimaduras, ele disse. Um garoto escapou com uma perna quebrada e arranhões.

Devido à severidade das queimaduras, somente 41 corpos haviam sido identificados até quinta-feira à noite, disse Francisco Granados, funcionário do governo de Madrid.

Os familiares, em luto, se reuniram em um centro de exposições próximo ao aeroporto que foi transformado em um necrotério temporário.

Os parentes tentavam identificar seus familiares através de características distintas, como tatuagens, ou objetos pessoais como relógios, disse Miriam Gonzales Pablo, uma psicóloga que está no local para aconselhar as famílias.

- Caroline Brothers

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