Hospitais americanos foram prejudicados pela crise financeira

No final de agosto, mesmo antes das dificuldades de crédito se tornarem uma crise, um sistema hospitalar no Havaí deu entrada na falência da organização depois que uma financiadora não conseguiu estender seu empréstimo por outro mês.

The New York Times |

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Em setembro, um hospital sem fins lucrativos na Filadélfia descobriu que não poderia pedir um empréstimo através da tradicional oferta de ações porque o mercado municipal estava virtualmente fechado.

Agora, um sistema hospitalar no Estado de Minnesota diz que terá que adiar a construção de novos prédios, enquanto outro grupo no Connecticut decidiu adiar a reforma de sua sala de emergência. Outros hospitais de todo o país dizem estar pensando sobre o adiamento da compra de equipamentos caros como sistemas operacionais ou máquinas de ressonância magnética.

Os hospitais "não estão imunes", disse Richard L. Clarke, chefe executivo da Associação de Gerenciamento Financeiro Healthcare, um grupo profissional de executivos financeiros de hospitais. ele afirmou que os hospitais, como qualquer outro negócio, depende de crédito para construir projetos e manter a liquidez geral de seus negócios.

A dificuldade de crédito piora a situação já ruim de alguns hospitais, conforme um número maior de pacientes não conseguem pagar sua parcela do tratamento ou simplesmente não têm assistência médica. Muitos hospitais dizem já perceber um aumento em sua dívida ruim (dinheiro que eles cobram de pacientes, mas não recebem).

Este problema pode piorar, conforme as pessoas passam a se preocupar primordialmente em pagar suas hipotecas e cartões de crédito antes das contas de saúde, disse Gary Taylor, analista financeiro do banco Citi Investment Research.

Apesar da noção estereotipada de que a saúde não é atingida pela recessão, os hospitais temem que a crise financeira leve a uma situação econômica que os prejudique muito. muitos já fazem cortes no orçamento.

As dificuldades nos hospitais podem atingir os fornecedores de equipamentos médicos como a General Electric e a Siemens, bem como a indústria de construção, afirmam os analistas. O mercado de trabalho pode sofrer também. Como grandes empregadores, os hospitais estão entre os principais destaques nas estatísticas de emprego do país, mas sua contratação começou a diminuir.

Depois de anos de amplos gastos em novos equipamentos e prédios, que foram alimentados pelo fácil acesso ao crédito, muitos hospitais americanos retrocederam em suas ambições para proteger sua posição financeira.

Por REED ABELSON

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