Hillary Clinton vê oportunidade de progresso no Irã e na Coreia do Norte

WASHINGTON - A secretária de Estado Hillary Rodham Clinton disse na terça-feira que o Irã tem uma clara oportunidade de se unir à comunidade internacional, ampliando o tom conciliador adotado um dia antes pelo presidente Barack Obama em relação ao Irã e o resto do mundo árabe.

The New York Times |

Revelando uma ambiciosa agenda diplomática, Hillary também sugeriu que pode haver alguma forma de comunicação direta ou indireta entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. Ela afirmou também que as relações com a China foram influenciadas demais pelas questões econômicas durante a gestão Bush.

Hillary, em suas primeiras declarações aos repórteres desde que se tornou a primeira diplomata do país, disse: "Há uma clara oportunidade para os iranianos, como o presidente afirmou em sua entrevista, demostrarem disposição em manter relações significativas com a comunidade internacional".

Falando na segunda-feira ao canal de notícias árabe Al Arabiya , Obama reiterou sua determinação de que os Estados Unidos irão explorar formas de negociar diretamente com o Irã, mesmo ao dizer que a relação de Teerã com armas nucleares e grupos terroristas são desestimulantes.


Obama deu entrevista à rede Al-Arabiya, sediada em Dubai / AP

A menos de uma semana no trabalho, Hillary parecia energizada. Ela viajou à Casa Branca na segunda-feira para ajudar a preparar o enviado especial do Oriente Médio, George J. Mitchell, e lidou com uma lista de ligações a 40 líderes estrangeiros.

O mundo, garantiu Hillary, precisava de uma nova política estrangeira americana.

"Este é um respiro aliviado que chega ao mundo", ela disse. "Nós temos muitos danos para reparar".

Hillarynão revelou as opções consideradas para a abertura ao Irã, além de mencionar as existentes tarefas multilaterais envolvendo Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China. Mas indicou que ela e Obama pensam amplamente.

O grupo multilateral irá se reunir na próxima semana na Alemanha, e diplomatas europeus disseram esperar que o encontro ofereça as primeiras pistas sobre a estratégia desta gestão.

Por MARK LANDLER

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