Guerra contra drogas deixa o dobro de mortos no México em 2008

CIDADE DO MÉXICO ¿ A guerra do México contra as drogas deixou mais que o dobro de mortos neste ano em comparação com 2007 e é provável que esse número cresça mais ainda antes de começar a cair, disse o procurador-geral Eduardo Medina-Mora nesta segunda-feira, 8.

The New York Times |

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O promotor público relacionou o grande aumento no número de mortes à batalha para o controle entre cartéis e a um vácuo no poder criado por uma série de apreensões e prisões de pessoas do alto escalão.

O número de mortes de pessoas do crime organizado chegou a 5.376 do começo do ano até 2 de dezembro, um aumento de 117% sobre o número de mortes de 2.477 no mesmo período em 2007, disse Medina-Mora em um almoço com correspondentes internacionais.

O crescimento no número de mortes ocorreu nas fronteiras dos Estados de Chihuahua e Baja Califórnia, e em Sinaloa, onde fica a base de um dos mais poderosos cartéis do país.

Essas organizações criminosas não têm limites, disse Medina-Mora, que anteriormente foi diretor de segurança pública do México e chefe de espionagem. Eles obviamente têm um enorme poder de intimidação.

América Latina

Mesmo reconhecendo que houve um aumento significante nos homicídios relacionados às drogas, Medina-Mora disse que no geral o nível de violência no México permanece moderado em comparação com outros países da América Latina.

No geral, a taxa de homicídio do México no ano passado, 11 mortes a cada 100 mil pessoas, era uma pequena fração das taxas da Colômbia, Guatemala, El Salvador e Brasil, disse ele.

Contudo, mesmo divulgando novas estatísticas, o número de mortes no México estava crescendo. Ao menos 18 pessoas foram mortas em dois dos Estados do sul, neste domingo, 7, segundo informações da The Associated Press. Isso inclui duas pessoas cujas cabeças foram levadas em baldes de plástico uma região próxima do escritório do governador de Guerrero, e 10 suspeitos de tráfico de drogas e um soldado mortos em uma troca de tiros em Arcelia, no Estado de Guerrero.

Corrupção

Ao enfrentar os cartéis que fornecem a maioria das drogas ilegais consumidas nos Estados Unidos tem sido um exercício frustrante para o México. Os oficiais reclamam que as armas que os criminosos usam vêm dos EUA e que os bilhões de dólares lucrados com as drogas corromperam muitas instituições do México.

O próprio escritório do procurador-geral recentemente descobriu que diversos oficiais em sua unidade de crime organizado estavam trabalhando para os traficantes, recebendo pagamento em dinheiro para dar informações sobre as operações da polícia.

Mas Medina-Mora disse que as prisões desses oficiais mostraram que o México está levando a sério essa luta para acabar com as raízes do crime não importa onde forem encontradas.


Por MARC LACEY

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