Grupos humanitários repreendem Israel por condições em Gaza

JERUSALÉM - Grupos humanitários internacionais atacaram Israel na quinta-feira por causa da guerra em Gaza, dizendo que o acesso a civis é pobre, que voluntários foram feridos e mortos e que o país está negligenciando suas obrigações com os palestinos que estão cercados no local, alguns entre corpos em estado de putrefação, em um cenário de pesadelo.

The New York Times |

As Nações Unidas declararam a suspensão de suas operações humanitárias depois que um de seus motoristas foi morto e dois outros feridos apesar de conduzirem um automóvel com bandeiras do órgão internacional e seguirem um caminho estabelecido pelos militares israelenses. O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma investigação de Israel pela segunda vez esta semana depois de mais de 40 mortes em uma escola do órgão que foi atingida por disparos de um tanque israelense.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha relatou ter encontrado cenas chocantes na quarta-feira, incluindo quatro crianças morrendo de fome ao lado dos corpos de suas mães. Em uma rara declaração crítica, o grupo disse acreditar que "os militares israelenses não estão cumprindo suas obrigações sob as leis humanitárias internacionais de cuidar e remover os feridos".

Oficiais israelense disseram que estão analisando as alegações, que não tiveram civis como alvo e que não sabem se a fonte dos disparos que matou e feriu motoristas da ONU é israelense.

"Nós fazemos o máximo que podemos para evitar atingir civis e muitas vezes não disparamos por saber de sua presença nas redondezas", disse a major Avital Leibovich, principal porta-voz do exército para a mídia estrangeira.

Nas Nações Unidas, membros do Conselho de Segurança votaram na noite de quinta-feira pela aprovação de uma resolução que pede "um cessar-fogo imediato, duradouro e respeitado" que leve a uma "retirada total" das forças israelenses de Gaza, a chegada de ajuda humanitária aos palestinos e o fim do tráfico de armas e munições ao território.

Quatorze nações aprovaram a medida, com os Estados Unidos se abstendo. A secretária de Estado Condoleezza Rice disse que os Estados Unidos se abstiveram de votar na resolução, que não deixou claro como o cessar-fogo seria garantido, porque quer ver se os esforços de mediação do presidente Hosni Mubarak do Egito funcionarão. Os Estados Unidos não vetaram a resolução porque Washington apoia seus objetivos gerais, segundo ela.

Conforme a guerra entrava em seu 14º dia, um ataque aéreo israelense destruiu um prédio de cinco andares matando pelo menos sete pessoas, oficiais de segurança do Hamas disseram à agência de notícias Associated Press. As autoridades de Gaza disseram que o número de mortos ultrapassou 750, com mulheres e crianças representando 40% deste total.

14º dia de bombardeios

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