Grandes bases americanas se destacam na paisagem do Iraque

BASE BALAD, Iraque - A massagista Mila, do Quirguistão, leva uma hora de ônibus para chegar ao trabalho nesta enorme base americana.

The New York Times |

Sua sala de massagem é uma das três localizadas nos 6.300 acres da base e fica ao lado de uma loja de sanduíches Subway, estrategicamente posicionada sobre um trailer, tudo isso cercado por paredes anti-explosão, areia e pedras.

No Subway, trabalhadores da Índia e Bangladesh fazem sanduíches para soldados americanos que procuram sentir o gosto de casa.


Rede de fast-food está presente em base no Iraque / NYT

Quando o turno dos sanduicheiros termina, sua jornada até em casa os faz passar diante de uma usina energética, uma fábrica de gelo, um centro de tratamento de esgoto, um hospital e dezenas de outras instalações que alguém poderia esperar encontrar em uma cidade pequena.

Em mais de seis anos, isso é o que os americanos criaram aqui: cidades na areia. 

Com as tropas americanas retiradas das cidades do Iraque e mais de 100 bases em todo o país sendo continuamente fechadas ou entregues ao Iraque, os 130 mil soldados americanos alocados no país se retirarão cada vez mais para estas bases maiores. 

Ainda que algumas sejam tecnicamente batizadas como bases, elas geralmente são conhecidas como Bases Operacionais Adiantadas, ou FOB na sigla em inglês. 

As FOB estão tão inveteradas no idioma desta guerra que os soldados que eram alocados apenas a elas chegaram a ser apelidados de Fobbits de maneira irônica por aqueles que operavam fora do arame farpado. Mas cada vez mais, os acampamentos são a forma como muitos americanos experimentam a guerra.

As FOBs se tornaram uma parte icônica da guerra, tanto para quem está em combate quanto para os iraquianos, que sempre foram mantidos fora delas durante a guerra. 

Elas representam um mundo à parte do Iraque, com iluminação funcional, serviço de saúde pública que funciona, ruas limpas e regras e códigos de conduta rigidamente observados. 


Soldados brincam em piscina dentro de base americana no Iraque / NYT

Algumas bases têm populações de mais de 20 mil pessoas, com milhares de contratados e cidadãos de países de terceiro mundo para mantê-las em andamento.

Mas as bases também fazem parte da paisagem iraquiana.

Ocasionalmente, morteiros ainda caem dentro dos muros e os soldados dormem ao som constante de helicópteros, detonações controladas e fogo de artilharia.

"Definitivamente é um lugar estranho", disse o capitão Brian Neese, médico da Força Aérea. "Eu pedi aos pessoal de Assuntos Civis para que me coloquem para trabalhar fora da base mas não há nada para fazer. O que mata não é a dificuldade do trabalho, mas a monotonia".

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