Grampos telefônicos podem ajudar processo de impeachment de Blagojevich

CHICAGO ¿ Promotores federais que grampearam conversas telefônicas de Rod. R. Blagojevich, o governador de Illinois, como parte de uma investigação criminal estão pedindo a autorização de um juiz para entregar quatro gravações aos legisladores que estão conduzindo um pedido de impeachment conta ele.

The New York Times |

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As gravações, partes do que os promotores descreveram no depoimento que veio a público em 9 de dezembro quando Blagojevich foi preso sob acusação de corrupção federal, surgiram como ponto central  dos problemas que rodeiam o governador. O comitê da Câmara de Illinois que comanda o pedido de impeachment que ouvir os promotores, assim como os advogados de defesa de Blagojevich. As partes já publicamente descritas estão cheias de termos afiados e demandas grosseiras.

Em uma ação legal registrada na segunda-feira, Patrick J. Fitzgerald, juiz federal americano encarregado do caso, tenta fornecer quatro das ligações grampeadas. Mais de um mês de conversa foi gravado, e os legisladores pediram para ouvir tudo. As quatro ligações, segundo a ação judicial, registram os esforços de Blagojevich em levantar dinheiro de alguns doadores antes que a nova lei de ética entrasse em vigor em janeiro, e também para obter verba daqueles que esperavam que ele assinasse uma medida que eles apoiavam. A medida direcionava algumas receitas de cassino para a indústria de corrida de cavalo.

As investigações criminal e de impeachment que acontecem ao mesmo tempo contra Blagojevich, governador democrata em seu segundo mandato, parecem ter se chocado repetidamente. Mas a divulgação dessas quatro gravações, disse o gabinete dos promotores públicos, não deve interferir na investigação criminal em andamento. Mesmo assim, dizem os promotores, as quatro ligações devem ser editadas no sentido de omitir elementos não relacionados ao episódio da arrecadação de dinheiro. Espera-se que um juiz ouça o pedido na próxima semana.


Blagojevich garante que não vai renunciar ao cargo de governador / AP

Em Springfield, onde o comitê de impeachment da câmara estadual se reúne, os parlamentares parecem estar satisfeitos com a possibilidade de que possam ouvir pelo menos partes de algumas gravações.

O comitê esperava produzir rapidamente um relatório sobre Blagojevich, que disse não ter intenção de renunciar, e entregar à câmara, que poderia votar e enviar o pedido de impeachment para o Senado.

Na segunda-feira, no comitê de impeachment, Edward Genson, advogado de Blagojevich, reclamou do processo criminal contra Blagojevich e alegou que nenhuma denuncia deste processo deve ser usado no caso de impeachment do governador.

Isso são sombras, disse Genson sobre as denúncias. Ainda não foi dito com que Rod Blagojevich estava conversando. E, caso pudéssemos conhecer os nomes das pessoas envolvidas, nos disseram que não poderíamos intimá-las a depor para descobrir o que de fato querem dizer as palavras gravadas".

Genson disse que o processo de impeachment deverá continuar apenas se forem encontradas claras e convincentes de que o governador esteja envolvido em atividades criminosas ou não que tiveram a "magnitude e a gravidade" de um crime.

Suas observações pareceram menos que convincentes aos membros do comitê, que ainda estavam avaliando se convocarão testemunhas antes de emitirem uma recomendação final ou se entrarão com um pedido de impeachment, uma ação rara neste estado e que só está definida de forma genérica nos estatutos pertinentes.

Isso são muitos mais que sombras, disse o democrata Lou Lang. Temos depoimentos. Temos testemunhas. A questão não se limita a saber se o governador violou a lei. A questão é saber se ele extrapolou os seus poderes constitucionais, não? 

Por MONICA DAVEY e MALCOLM GAY

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